Alimentos transgênicos voltam a gerar polêmica

Professores da USP opinam sobre o projeto que retira a letra “T” do rótulo dos alimentos transgênicos

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Um projeto de lei em tramitação no Congresso aprovou uma mudança que desobriga os fabricantes a informar sobre produtos transgênicos no rótulos dos alimentos, caso a concentração seja menor que 1% da composição total do produto. Caso passe de 1%, a informação deve constar no rótulo, mas sem a chamativa letra “T” inserida num triângulo amarelo. Ainda em vigor, o símbolo indica que o alimento contém ingredientes transgênicos, ou seja, geneticamente modificados.

Em entrevista recente, o professor Flavio Finardi Filho (Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP) admite que sempre foi favorável à informação para o consumidor, desde que seja correta e destituída do alarmismo provocado pelo símbolo T, uma marca que parece representar um perigo que, de fato, segundo ele, em nenhum momento existiu em se tratando de alimentos geneticamente modificados. Ainda de acordo com Finardi, a população deve ficar tranquila quanto à segurança desses produtos.

Não é o que pensa, porém, a professora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, Patricia Jaime, para quem a controvérsia acerca da segurança dos alimentos geneticamente modificados está longe de chegar a um termo. Ela vai mais longe e recomenda que, nesse quesito, se siga o princípio da precaução. “É importante dizer que a rotulagem não se limita somente à questão da segurança alimentar. É importante considerar a rotulagem como um instrumento que apoia o consumidor, que tem o direito à informação e à liberdade de escolher os alimentos que quer consumir.” Ainda segundo ela, a liberação dos produtos pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) não é feita de forma consensual, “existe um nível mínimo de segurança estabelecido, mas permanece na sociedade algum grau de incerteza sobre a segurança dos produtos transgênicos”.

Ouça nos links acima a íntegra das entrevistas concedidas, a respeito do tema, pelos professores Flavio Finardi Filho, Marie-Anne Van Sluys (Departamento de Botânica da USP, para quem a mudança nos rótulos representa um grande avanço) e Patricia Jaime.

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