Além de afetar a estética, varizes podem levar a problemas mais sérios de saúde

O problema atinge um terço da população e as mulheres são maioria, segundo Walter Campos

 18/10/2021 - Publicado há 2 meses
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A doença não tem cura e o tratamento pode ser clínico, com medicamento via oral e uso de meias elásticas ou cremes para aliviar os sintomas – Foto: Les Stockton/Flickr-CC

Muito além da questão estética, as varizes são veias superficiais, dilatadas e tortuosas que  podem apresentar várias manifestações clínicas, que vão de vasinhos vermelhos ou azulados, considerados problemas estéticos, até veias mais dilatadas e tortuosas, que podem produzir inchaços nas pernas, manchas e, em casos mais graves e avançados, pode ocorrer a perda de elasticidade da pele e do subcutâneo do tornozelo, a dermatofibrose.

O médico Walter Campos, coordenador do Grupo de Doenças Venosas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular de São Paulo, conta que o caso mais grave da evolução da insuficiência é a úlcera venosa, que atinge de um a um e meio por cento da população.  No verão, os sintomas são acentuados e as mulheres são as mais afetadas pelo problema. “Queimação, peso, dor na perna ao final da tarde ou que piora no verão, por causa do calor, ou durante o período menstrual, são alguns sintomas. Gravidez, anticoncepcionais, trabalhar muito tempo em pé também podem acentuar o problema”, lembra Campos.       

A doença não tem cura. O tratamento pode ser clínico, com medicamento via oral e uso de meias elásticas ou cremes para aliviar os sintomas. No entanto, isso não faz desaparecer as varizes e não impede o aparecimento de novas veias. Injeções de medicamentos e lasers transdérmicos e um aparelho de radiofrequência, desenvolvido no Centro de Empresas de Tecnologias da USP, também auxiliam na melhoria do problema. No caso das veias mais calibrosas, o tratamento pode ser feito com injeção de espuma e cirurgia. Os procedimentos para tratar a doença seguem em constante atualização, e hoje em dia o que há de mais moderno é a  termoablação da safena, lembra Campos. 


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