Agrotóxicos causam danos na fisiologia de animais aquáticos

Segundo Cláudia Bueno dos Reis Martinez, alterações causam impacto no crescimento e comportamento das espécies analisadas

O programa Ambiente É o Meio desta semana, 10 de julho, entrevista a professora titular do Departamento de Ciências Fisiológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Cláudia Bueno dos Reis Martinez, sobre os efeitos de contaminantes ambientais na fisiologia de animais aquáticos.

Segundo a pesquisadora, que atualmente busca analisar o impacto de agrotóxicos para as populações nativas de peixes, os contaminantes ambientais causam danos estológicos e no DNA dos animais, assim como promovem estresse oxidativo e inibem a produção de enzimas “importantes para o funcionamento do sistema nervoso do animal”. Cláudia afirma ainda que as espécies localizadas na área agrícola apresentaram uma série de “alterações expressivas e em maior quantidade, em relação aos animais confinados na região de referência”.

A professora explica que, durante as pesquisas, foram encontradas alterações metabólicas que causam impacto na capacidade de crescimento e modificações no comportamento dos peixes analisados que interferem na alimentação, na capacidade de se proteger do predador e na reprodução desses animais. “Todos esses efeitos, quando somados, não vão apenas resultar em um problema para aquele indivíduo, mas resulta em um problema para toda a população daquela espécie, naquele local, interferindo diretamente naquela comunidade e naquele sistema”. 

Ambiente É o Meio é uma produção da Rádio USP Ribeirão Preto em parceria com professores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e Programa USP Recicla da Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP.

Sintonize Ambiente É o Meio em 107,9 MHz na Rádio USP Ribeirão ou em 93,7 MHz na Rádio USP São Paulo todas as quartas-feiras a partir das 13 horas. Reprise aos domingos, às 17h30, nas duas emissoras.  

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