Agenda política é responsável pela recuperação lenta da economia

Em 2018 foram criadas apenas 400 mil novas vagas de trabalho e o Brasil terminou o ano com 93 milhões de empregados

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O IBGE divulgou levantamento da geração de empregos no Brasil em 2018. Os dados revelam que a taxa de desemprego caiu de 12,7%, em 2017, para 12,3% no ano passado, quando foram gerados 400 mil novos empregos a mais que em 2017. Esses dados se assemelham aos do Ministério do Trabalho, que indicam que o crescimento foi de 500 mil novas vagas.

Segundo o levantamento, a população empregada foi de 93 milhões de pessoas no último trimestre do ano passado. Para o professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, a retomada da economia é lenta e os empregos que surgem, em boa parte, são informais.

O professor mostra, numa breve retrospectiva, como a economia foi marcada pela agenda política desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o que gerou insegurança. Ele considera normal que a economia do País se movimente em função da agenda política.

Nakabashi se mostra otimista com relação ao aumento da geração de empregos para este ano, mas atrela o resultado positivo ao sucesso das reformas no Congresso, como a da Previdência e a Tributária.

Ouça a entrevista no link acima.

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