Acompanhamento é essencial para evitar desnutrição hospitalar

A falta de nutrientes pode prolongar tempo de internação dos pacientes e agravar doenças já existentes

 17/08/2018 - Publicado há 6 anos

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De acordo com uma revisão de 66 pesquisas de 12 países da América Latina, a taxa de desnutridos aumentou em relação aos últimos 20 anos, chegando a 60%. A desnutrição é prevalente em pacientes com mais de 60 anos, oncológicos ou aqueles submetidos a procedimentos cirúrgicos.  De acordo com Lilian Mika Horie, especialista em Nutrição Hospitalar pelo Hospital das Clínicas da USP e nutricionista da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (Braspen), a desnutrição é inerente da doença de base dos pacientes, o que a torna difícil de ser tratada. O diagnóstico muitas vezes não é realizado, e é necessário um acompanhamento rigoroso de terapia nutricional.

A desnutrição pode ser desenvolvida por conta de uma doença que possui como característica a perda de peso, o que faz com que o paciente procure ajuda médica, ou pode se desdobrar já em uma internação hospitalar. A falta de nutrientes pode, inclusive, retardar a recuperação e prolongar o tempo de internação em três vezes. Além disso, as pessoas que voltam para casa desnutridas têm uma chance de 50% de precisar retornar ao hospital para uma nova internação.

Com a desnutrição associada a outras doenças, o caminho possível para evitá-la é encontrar vias alternativas para a alimentação como suplementos orais, nutrição enteral (através de sonda) ou nutrição parenteral (através da veia). Ao sair da internação, os pacientes recebem orientações nutricionais feitas pela equipe de saúde do hospital.

No sentido de informar a população, a Braspen lançou uma campanha de combate à desnutrição hospitalar com 11 passos importantes para o paciente durante a internação. “É um alerta e uma maneira para que todas as equipes e profissionais que atendem aos pacientes dentro do hospital possam se orientar melhor.” O método visa ao acompanhamento desde a monitoração do estado nutricional até a alta hospitalar.

Jornal da USP no Ar, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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