Ação humana ainda é a maior causadora de incêndios florestais no Brasil

A ação dos raios também contribui para o problema, que fez de 2017 o segundo ano com o maior número de queimadas da história

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que 2017 é o segundo ano com o maior número de queimadas da história. A objetividade dos números mostra que, de janeiro a setembro, 185 mil focos de incêndio foram detectados no País; em 2010, foram cerca de 194 mil ocorrências dessa natureza. Somente em setembro deste ano, mais de 95 mil queimadas atingiram florestas brasileiras.

Queimadas são um dos problemas ainda provenientes da ação humana – Foto: Antonio Cruz, da Abr via Wimedia Commons / CC BY 3.0 br

Além da ação humana – principal responsável pela ocorrência de incêndios -, não se pode desprezar o poder dos raios, os quais contribuem com sua cota de destruição para agravar o problema. A informação é da professora Vânia Regina Pivello do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Ela lembra que o Brasil é um dos países com maior incidência de raios no mundo, principalmente em sua região central, em que se tem uma vegetação – o cerrado – que favorece a ocorrência de queimadas.

No entanto, a grande maioria dos incêndios em florestas é mesmo proveniente da ação humana, à qual se juntam, em algumas regiões do País, longos períodos de estiagem e baixas condições de umidade do ar. Florestas úmidas, como as que abundam em São Paulo, “não queimam com facilidade” pelas suas próprias características, explica a professora Vânia. De resto, o fenômeno de incêndios florestais não é único e exclusivo do Brasil, atingindo igualmente países do Hemisfério Norte. Em Portugal e na Espanha, por exemplo, em que o verão é quente e seco e as vegetações possuem resina, a propagação do fogo é maior, assim como é mais alta a temperatura das chamas.

Ao contrário do que ocorre no cerrado, em que queimadas fazem parte de seu ciclo natural de vida, nas florestas o incêndio é prejudicial para a vegetação e para o ambiente, que se torna mais degradado à medida em que o fogo perdura. A professora Vânia diz que o homem pode agir no sentido de minimizar e prevenir os estragos, bastando para isso manter as queimadas sob controle em áreas prescritas. Ela aconselha cuidados com o entorno das florestas, a fim de minimizar os estragos causados pela queima agrícola ou queima de pastos.

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