A sétima arte feita por mulheres abre espaço para a diversificação

De acordo com Esther Hamburger, a presença das mulheres na direção está diversificando bastante as formas de se fazer cinema

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Cena do longa metragem Pendular, de Julia Murat – Foto: Divulgação

No início do ano, a Ancine (Agência Nacional do Cinema) divulgou um levantamento que mostra que, entre as mais de 2.500 obras audiovisuais registradas em 2016, apenas 17% foram dirigidas por mulheres. Ao mesmo tempo, o trabalho delas tem ganhado muito destaque em festivais e bilheterias. Na última edição do Festival de Cinema de Gramado, Laís Bodanzky levou o prêmio de melhor direção e melhor filme por Como Nossos Pais. O mesmo aconteceu em Cannes, com Sofia Coppola, prêmio de melhor direção por O Estranho que nós Amamos. Graças a isso, tornou-se a segunda mulher a ganhar a Palma de Ouro da categoria em 70 anos de festival.

A diretora Júlia Murat – Foto: TV Cultura via Youtube

A professora Esther Hamburger, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), revela que as mulheres – que até então só haviam tido uma participação mais ativa na direção cinematográfica nos períodos iniciais da história do cinema – novamente estão ocupando posições em áreas de destaque da sétima arte. Aliás, está estreando nesta quinta (21) , nos cinemas de São Paulo, o longa Pendular, da diretora carioca Júlia Murat, citada por Esther Hamburger como um talento da nova geração de cineastas brasileiras.

Na entrevista cujo áudio está acima, a professora da ECA fala ainda sobre as tendências atuais do audiovisual produzido no Brasil – ocasião em que cita o cinema pernambucano como um dos mais provocativos – e sobre como o cinema brasileiro – “que nunca se desenvolveu como uma indústria” – é visto no exterior. “O cinema brasileiro contemporâneo tem a característica de dar espaço para a produção independente, para a manifestação e a formação de talentos diversificados”, afirma.

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