A conturbada relação entre Hong Kong e China, ainda longe de um final feliz

Desde que voltou às mãos dos chineses, em 1997, a cidade passou a ter um status próprio, naquilo que o governo de Pequim chamou de “um país, dois sistemas”

Desde que voltou às mãos da China em 1997, depois de um longo domínio britânico, Hong Kong passou a ter um status diferenciado dentro daquele país asiático. Mas essa relação nunca foi tranquila e as manifestações recentes de jovens pelas ruas de Hong Kong comprovam como a situação ainda é conturbada. “O que se discute agora é quanto a uma lei que permite que cidadãos daquela cidade chinesa, que goza de certa autonomia, seja extraditada para Pequim. O temor é que essa lei possa ser usada para perseguição política”, explica Pedro Dallari em sua coluna desta semana.

A relação é complexa, explica o colunista, porque Hong Kong, mesmo fazendo parte da China, chegou a ser considerado um dos chamados “Tigres Asiáticos”, devido ao seu poder capitalista, em contraste com a China comunista. “Esse imbroglio se resolveu com a opção do governo chinês pela fórmula ‘um país, dois sistemas’. Ou seja, Hong Kong seria integrado à China, mas não perderia suas conquistas nem sua liberdade públicas, herança do período britânico”, afirma o colunista.

“Por causa disso, Hong Kong tem uma sociedade muito engajada na defesa dos direitos humanos, por exemplo. As manifestações recentes refletem a ênfase nesse aspecto, fundamental para a cidadania no mundo globalizado”, diz Dallari.

Ouça no player acima a íntegra da coluna Globalização e Cidadania.


Globalização e Cidadania
A coluna Globalização e Cidadania, com o professor Pedro Dallari, vai ao ar toda quarta-feiraa às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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