A Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp) e o Museu do Ipiranga da USP

Por Carlos Gilberto Carlotti Junior, reitor da USP, Marcílio Alves, diretor-executivo da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp), e outros autores*

 Publicado: 22/09/2022  Atualizado: 23/09/2022 as 18:17

 

Carlos Gilberto Carlotti Junior é reitor da Universidade de São Paulo. Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

 

Marcílio Alves – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

 

Júlio César de Oliveira – Foto: Arquivo pessoal

 

Leonardo de Sales Dias – Foto: Arquivo pessoal

 

A inauguração da reforma do Museu do Ipiranga da USP, que marcou o bicentenário da independência do Brasil, foi um marco importante na cultura e na museologia brasileira. A sociedade se mobilizou em várias frentes – patrocinadores, professores, intelectuais e gestores – para que o projeto se concretizasse. Grandes áreas do conhecimento, como jurídica, engenharia, arquitetura e restauração, foram envolvidas em uma obra arrojada e complexa.

Foram toneladas de concreto, aço, madeira, vidros, remoção de terra e o trabalho incansável de centenas de operários e equipes multidisciplinares, tudo para dar espaço a um harmonioso conjunto arquitetônico que funde o moderno e o antigo, em um prédio majestoso ladeado por jardins vistosos. Não se deve deixar de notar a vista deslumbrante oferecida pelo mirante no topo do edifício, que, agora, também está aberto ao público.

O projeto de restauro teve apoio direto da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo, a Fusp, a qual efetuou a submissão do projeto junto ao Fundo Nacional de Cultura, coordenado pela Secretaria Especial de Cultura do Governo Federal.

O desafio assumido pela Fusp foi grandioso, envolvendo a gestão de recursos da ordem de R$ 250 milhões. Destes, cerca de R$ 160 milhões foram captados por meio de patrocínios vinculados à Lei de Incentivo à Cultura, mediante renúncia fiscal do Governo Federal. Ao todo, 31 empresas, o Governo Federal, o Governo do Estado de São Paulo, a USP e a Fusp patrocinaram o projeto, que também inclui toda a reforma do jardim e das fontes de água localizadas em frente ao edifício-monumento (confira os valores discriminados na tabela abaixo).

A gestão de um projeto desse porte demonstra a importância da união de esforços entre o Poder Público e a sociedade civil e reforça, sob nossa perspectiva, a capacidade da Fusp em gerir grandes projetos com eficiência e controle, servindo à Universidade de São Paulo.

O Museu do Ipiranga conta, agora, com novas áreas de exposição, estrutura adequada de acessibilidade, modernos sistemas de prevenção e de combate a incêndio, novos itens de museografia, inclusive digital, além de infraestrutura para visitantes que inclui café, livraria e restaurante. Nosso Museu está pronto e aberto à visitação, podendo ser considerado como um dos principais repositórios artísticos sobre a história do povo brasileiro.

Gastos com a reforma do Museu do Ipiranga – USP (valores aproximados)

Lei de Incentivo à Cultura R$ 159 milhões
Governo do Estado de São Paulo R$ 34 milhões
USP – Fusp R$ 29 milhões
Patrocínios não incentivados R$ 26 milhões
Total R$ 248 milhões

 

* Júlio César de Oliveira, gestor da Fusp, e Leonardo de Sales Dias, assessor jurídico da Fusp


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.