USP aprova orçamento para 2017 e anuncia novos projetos

Universidade terá “endowment”, um fundo de doações a serem aplicadas no mercado financeiro para criar um patrimônio e gerar rendimentos contínuos

Por - Editorias: Universidade
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Sala de reunião do Conselho Universitário da USP – Foto: Divulgação

O reitor da USP, Marco Antonio Zago, anunciou, na sessão do Conselho Universitário realizada no dia 6 de dezembro, o desenvolvimento de três grandes projetos na Universidade para o próximo ano: a criação de um laboratório interdisciplinar voltado a projetos de convergência de tecnologia, multimídia, ciências, artes e design; a criação de um fundo patrimonial e a criação do Programa de Mobilidade e Integração Urbana.

Também deverá ser instalado o Conselho Consultivo da USP, previsto no Estatuto da Universidade e que, como deliberação do Co, terá sua composição alterada com a inclusão de representantes do poder público e da comunidade científica.

O Conselho Consultivo tem, entre suas atribuições, apresentar subsídios para a fixação das diretrizes e da política geral da Universidade; opinar sobre assuntos que lhe forem submetidos pelo reitor e pelo Conselho Universitário; e opinar sobre o desempenho da Universidade.

Na mesma sessão, foi aprovado o orçamento da USP para 2017, que será da ordem de R$ 5,05 bilhões, dos quais R$ 4,8 bilhões referem-se aos repasses do governo estadual— a Universidade recebe a cota de 5,02% da arrecadação do ICMS do Estado; R$ 143 milhões a receitas próprias não vinculadas; e R$ 101 milhões relacionados a receitas vinculadas.

Novos projetos

O novo laboratório interdisciplinar, que funcionará no campus de São Paulo, desenvolverá projetos inovadores nas áreas de tecnologia, multimídia, ciências, artes e design, nos mesmos moldes do Media Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT). O objetivo é que o laboratório financie até 350 projetos e gere 20 patentes por ano.

A criação do fundo patrimonial ou endowment será conduzida por um grupo de docentes da Universidade. O endowment é um fundo constituído por doações feitas a uma instituição e aplicado no mercado financeiro para criar um patrimônio e gerar rendimentos contínuos, que podem ser usados para o financiamento de projetos e bolsas de estudo. A proposta é que o fundo a ser criado na USP siga o exemplo do programa desenvolvido pela Harvard University, que atingiu, em junho deste ano, a marca de US$ 35,7 bilhões.

Algumas unidades de ensino e pesquisa da USP já possuem endowments. Em 2012, a Escola Politécnica lançou a iniciativa Amigos da Poli; o Fundo Patrimonial da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) existe desde 2014; e o endowment da Faculdade de Medicina foi criado em outubro deste ano. Além disso, foi criado o portal Alumni USP, que tem o intuito de reunir os antigos alunos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado) da Universidade.

O Programa de Mobilidade e Integração Urbana abrange projetos e ações nas áreas de integração de modais, de compartilhamento de veículos e bicicletas e de desestímulo ao uso do automóvel. O programa será desenvolvido pela Superintendência de Gestão Ambiental e deverá integrar todos os campi da Universidade.

O reitor Marco Antonio Zago destacou que os novos projetos são resultado da conclusão da primeira fase do programa USP do Futuro, que visa à melhoria da gestão da Universidade, bem como ao aprimoramento e à ampliação da relação da instituição com a sociedade e o setor produtivo. Os custos do projeto, que está sendo desenvolvido pela consultoria McKinsey, estão sendo pagos, em forma de doação, por um pool de ex-alunos da Universidade.

“O programa USP do Futuro se insere em nossa temática voltada para a relação da Universidade com a sociedade, claramente definida em nosso programa de gestão”, explicou o dirigente. “Basta de falar sobre crise, lamentação, crítica destrutiva, desânimo e pessimismo. É hora de construir, reconstruir, programar o futuro, otimismo, aproveitar o capital imenso da USP e ampliar nossa relação com a sociedade”, ressaltou.

Orçamento

O Conselho Universitário também aprovou a proposta orçamentária da Universidade para 2017. O orçamento da USP será da ordem de R$ 5,05 bilhões, dos quais R$ 4,8 bilhões referem-se aos repasses do governo estadual— a Universidade recebe a cota de 5,02% da arrecadação do ICMS do Estado; R$ 143 milhões a receitas próprias não vinculadas; e R$ 101 milhões relacionados a receitas vinculadas.

Do total do orçamento, R$ 4,6 bilhões serão alocados nas despesas com a folha de pagamento, o que corresponde a 96,5% da dotação orçamentária decorrente das transferências do Tesouro do Estado para 2017.

Estão previstos nesse montante a redução de gastos provenientes do desligamento de 1.455 servidores técnico-administrativos por meio do Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV), no valor de R$ 239 milhões, e despesas adicionais com a contratação de docentes. Como a quantidade dessas contratações ainda não foi definida, foi alocado, nessa alínea, o valor de R$ 12 milhões, o que corresponde à contratação de 150 novos docentes.

Para as despesas de custeio e capital, serão investidos R$ 698,8 milhões. Os custos previstos com serviços de limpeza e vigilância, assistência médica e odontológica, restaurantes universitários e serviços de utilidade pública estão baseados nos gastos atuais, acrescidos do valor necessário para cobrir eventuais reajustes de preços e tarifas em 2017.

A dotação da Política de Apoio à Permanência e Formação Estudantil foi priorizada. Os investimentos nessa política serão da ordem de R$ 212,8 milhões, incluindo itens como bolsas e auxílios para alimentação, aquisição de livros, transporte e moradia estudantil, além daqueles incluídos nas alíneas assistência médica e odontológica, restaurantes universitários, estágios, educação física e esportes.

Prevê-se, ainda, que o déficit orçamentário da Universidade, ao final de 2017, seja de R$ 610,5 milhões. O Conselho Universitário deverá fazer uma revisão orçamentária no mês de abril do próximo ano.

Da Assessoria de Imprensa da USP

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