Startup cria soluções de mobilidade urbana para usuários e gestores

Fundada por estudantes formados na USP, a Scipopulis é responsável por aplicativo e painéis de monitoramento

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Equipe da Scipopulis conta com quatro sócios e mais quatro funcionários – Foto: cedida por Julian Monteiro

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Uma startup formada por três ex-alunos do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP e um ex-aluno da Universidade Presbiteriana Mackenzie tem desenvolvido tecnologias e inovações relacionadas ao trânsito nas grandes cidades.

A Scipopulis foi fundada em 2014 e encontra seu foco na análise de dados para o ambiente urbano, da qual é fruto um painel de monitoramento feito pela empresa que é utilizado pela Secretaria de Transporte de São Paulo. A tecnologia criada pela startup entrega a velocidade do ônibus em tempo real.

De acordo com um dos sócios que estudaram na USP, Julian Monteiro, o grupo é “uma empresa voltada à mobilidade urbana. Nossos produtos entregam soluções aos usuários e gestores do sistema de mobilidade nas áreas de monitoramento, análise de dados, relacionamento, compartilhamento e mobilidade ativa”. Um bom exemplo dos feitos da startup é o aplicativo Coletivo, disponível para Android, que fornece previsões de chegada de ônibus nos pontos de parada aos passageiros de forma simples e intuitiva.

A ideia para a criação da startup surgiu em 2013, quando o sócio Roberto Speocys, também formado na USP, estava morando na França e teve a ideia de criar um aplicativo de colaboração entre os usuários de trens. Enquanto isso, no Brasil, Monteiro trabalhava com análise de dados para uma empresa de monitoramento. Então, os dois entraram em contato, prepararam um projeto e submeteram o estudo à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Roberto Speocys, Julian Monteiro e Marcio Cabral, o terceiro sócio ex-estudante da Universidade, haviam sido colegas de classe no IME. Na USP, sentiram a vontade de construir uma empresa que causasse impacto no mundo. Após a graduação, os três foram à França com o intuito de avançar em seus estudos. De acordo com Monteiro, a pós-graduação no exterior só foi possível graças ao contato de seus professores uspianos com algumas faculdades estrangeiras.

“Com certeza ter estudado numa universidade deste porte abriu muitas portas para nós. O contato com os docentes e os amigos também foi muito importante. Nós nos mantivemos próximos e alertávamos uns aos outros sobre novas ideias e oportunidades”, afirma Monteiro. “A USP influenciou indiretamente através de uma formação sólida, tanto técnica como teórica, na área de Ciências da Computação, que foi meu curso de graduação no IME. Mais diretamente houve um impacto através dos professores, alguns bons empreendedores”, complementa Cabral.

Outro fator que teve grande influência no desenvolvimento da Scipopulis foi a afinidade dos sócios com a pesquisa e o doutorado. “Criar uma startup é um trabalho exploratório, assim como o ambiente de estudo científico. Temos que entender as dores dos clientes, criar um produto e um modelo de negócio sustentável por trás. Nossa curiosidade nos leva a querer trabalhar em diversos problemas, ainda que tenhamos que ficar bem atentos à viabilidade econômica”, comenta Monteiro.

No entanto, apesar de todo seu sucesso, os sócios enfrentam algumas dificuldades no seu dia a dia. “Os maiores desafios são os de relações interpessoais e a forma como conduzir e criar uma cultura organizacional na empresa, principalmente em momentos de crescimento”, afirma Cabral. Sobre a grande afinidade que tem com seus sócios e funcionários, ele afirma: “Para uma viagem ser legal, o mais importante são as pessoas que vão com você”.

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