Professores compartilham práticas de ensino na graduação

Congresso de Graduação da USP chega à segunda edição, trazendo discussões sobre metodologias ativas de ensino-aprendizagem, avaliação de materiais didáticos, formação de professores, internacionalização e dupla titulação, entre outros assuntos

Por - Editorias: Universidade
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Segunda edição do Congresso de Graduação da USP – Foto: Gerhard Waller

Desenvolvimento de jogos educativos como estratégia de ensino, uso de celulares em sala de aula para estimular a participação dos estudantes, criação de blogs como veículos de divulgação científica. Essas foram algumas das experiências apresentadas durante a segunda edição do Congresso de Graduação da USP.

O evento reuniu, nos dias 5 e 6 de julho, docentes, pós-doutores, pós-graduandos, bolsistas de estágio PAE e monitores-bolsistas dos cursos de licenciatura para debater e trocar experiências sobre o ensino de graduação.

Para o professor Luiz Gustavo Nussio, a graduação é uma função social que a Universidade exerce, pois envolve o preparo dos profissionais que estarão no mercado de trabalho. “Olhar de uma forma mais introspectiva para dentro da unidade fabril, que é a nossa graduação, é uma maneira de materializar isso com pessoas concentradas em torno das discussões”, afirma Nussio, que é diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, unidade que sediou o evento.

O reitor da USP, Marco Antonio Zago, também ressaltou a importância que a Universidade dá ao ensino de graduação e à necessidade de avançar sempre em relação aos métodos de ensino e organização curricular. “Os estudantes que recebemos a cada ano são estudantes diferentes daqueles que vieram em anos anteriores, com novos hábitos, novas maneiras de pensar, novas maneiras de aprender. Portanto, a USP tem que se atualizar para receber esses estudantes e continuar sendo universidade líder na América Latina”.

Discussões ampliadas

Antonio Carlos Hernandes, pró reitor de gradução da USP - Foto: Cecília Bastos
Antonio Carlos Hernandes, pró-reitor de Gradução da USP – Foto: Cecília Bastos

A primeira edição do Congresso de Graduação (acesse aqui os Anais com o resumo de todas as apresentações) aconteceu em 2015, em São Paulo. Segundo o pró-reitor de Graduação da USP, Antonio Carlos Hernandes, não havia, até então, um congresso como esse no Brasil.

Neste ano, foram cerca de 200 trabalhos inscritos a mais em relação ao ano anterior. “E nós temos 90 professores inscritos que são de outras instituições além da USP, entre os 400. Isso já mostra a mudança que nós tivemos da primeira para a segunda edição”, afirma o pró-reitor.  O evento teve mais de 700 inscrições, 15 sessões de apresentação oral e 120 de pôsteres.

Para o presidente da Comissão de Graduação da Esalq, Luís Eduardo Aranha Camargo, o congresso é um momento único para a comunidade uspiana discutir esses assuntos.

Revista de Graduação USP

Durante o congresso, foi lançada a Grad+, publicação da Pró-Reitoria de Graduação idealizada na primeira edição do evento, no ano passado. O periódico trimestral busca ser um espaço privilegiado de reflexão e compartilhamento de pesquisas teóricas e empíricas, experiências pedagógicas e práticas de ensino no âmbito da graduação.

20160707_02_ConGrad_RevistaGradA primeira edição da revista traz um relato do coordenador do Curso de Ciências Moleculares da USP, Fabio Armando Tal. O professor fala sobre a experiência do curso multidisciplinar criado há 25 anos com o intuito de formar cientistas de qualidade mundial, com capacidade de interagir e transitar entre as várias áreas do conhecimento. A Grad+ traz também um artigo sobre o Projeto Homem Virtual, desenvolvido no Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). A iniciativa envolve “o uso da comunicação gráfica em 3D associada a recursos dinâmicos para gerar produções intelectuais específicas baseadas em literaturas científicas e experiências profissionais”, como explica o autor do texto, professor Chao Lung Wen.

Todos os textos podem ser acessados no site da publicação. A revista é eletrônica, com números especiais impressos. O público-alvo da Grad+ são professores do ensino superior, bem como pós-graduandos e profissionais envolvidos com o tema em questão.

Com informações da Divisão de Comunicação da Esalq

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