Pesquisadores da USP vencem prêmio de inovação na agricultura

Empresa premiou trabalhos durante o Scientific Day para mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos

Por - Editorias: Universidade
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Professor Antonio Augusto, Kaio, Rafael, Letícia e Mariana  – Foto: Gerhard Waller / Esalq

Pesquisadores da USP estão entre os dez vencedores do Scientific Day, campanha da empresa Monsanto voltada a mestrandos e doutorandos com o objetivo de aproximá-los do mundo corporativo. São quatro pós-graduandos na área de genética e melhoramento de plantas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.

A seleção foi feita a partir do envio do resumo de projetos de pesquisa que envolvessem os temas: melhoramento de espécies autógamas e alógamas; novas tecnologias e abordagens estatísticas no melhoramento de plantas; ou marcadores moleculares voltados a melhoramento de plantas.

Os autores e orientadores dos dez melhores trabalhos foram convidados a conhecer uma unidade da empresa em Uberlândia, com todas as despesas pagas de transporte e hospedagem. Na ocasião, realizada nos dias 23 e 24 de agosto, os trabalhos foram avaliados presencialmente por uma comissão científica de líderes e funcionários da área de Breeding, Regulamentação e Biotech da Monsanto.

“Ser um dos vencedores da primeira campanha do Scientific Day foi uma ótima oportunidade de apresentar a relevância da pesquisa que estamos realizando em melhoramento de hortaliças da Esalq e um pouco da bagagem científica que esta instituição tem investido em minha formação”, conta Mariana Niederheitmann, que cursa o segundo ano de doutorado. O projeto da pesquisadora envolve o mapeamento associativo de locos relacionados à mancha bacteriana em tomateiro.

O “Scientific Day” faz parte do programa de relacionamento entre a Monsanto e programas acadêmicos específicos – Foto: Divulgação

Segundo os organizadores, devido ao alto nível dos trabalhos apresentados pelos alunos e seus orientadores, a Monsanto decidiu premiar dois finalistas, ambos da Esalq, com o valor de R$ 5 mil cada. Os premiados foram a doutoranda Letícia Aparecida Castro Lara e o pós-doutorando Kaio Olimpio das Graças Dias. Os dois desenvolvem trabalhos sob a orientação do professor Antonio Augusto Franco Garcia, do Departamento de Genética.

“Foi uma grande oportunidade de, pela primeira vez, conhecer um ambiente corporativo, ver a aplicabilidade das pesquisas e interagir com excelentes profissionais”, diz Leticia. Seu projeto consiste em otimizar o programa de melhoramento genético de forrageiras sexuais da Embrapa Gado de Corte de forma a selecionar bons genitores em um menor prazo de tempo para, posteriormente, obter um produto final de qualidade para o mercado agropecuário.

Já o projeto de Kaio Olimpio é parte do doutorado realizado na Universidade Federal de Lavras sob orientação do professor João Cândido, e do pós doutorado desenvolvido na Esalq com a supervisão do professor Augusto Garcia. O projeto conta ainda com a participação dos pesquisadores Maria Pastina e Lauro Guimarães, da Embrapa Milho e Sorgo, e de Salvador Gezan da Universidade da Florida.

“O trabalho tem como objetivo desenvolver genótipos de milho tolerantes à seca, de maneira mais rápida e eficiente. Para isso, são aplicadas técnicas de genética e estatística, em sintonia com o que as universidades e empresas privadas almejam para o desenvolvimento de genótipos superiores”. Kaio reforça ainda a importância da troca de experiências com profissionais bem conceituados no mercado.

“Foi muito gratificante conviver com a realidade de uma grande empresa como a Monsanto e poder verificar como pesquisas desenvolvidas na academia podem ser aplicadas. Mais importante ainda foi saber que o nosso projeto quebra barreiras e extrapola a universidade, atendendo demandas externas”.

Além dos dois vencedores, o terceiro, quarto e quinto colocados receberão mentoria por quatro meses para o desenvolvimento de seus estudos, elaboradas pela área de Recursos Humanos e liderança do negócio. Rafael Storto Nalin, também orientado pelo professor Garcia, foi um dos contemplados.

“Ter o trabalho reconhecido é uma satisfação e reflete a importância dos trabalhos realizados no Laboratório de Genética e Estatística”. Nalin apresentou o projeto “Avaliação de estratégias de seleção fenotípica e genômica no melhoramento de espécies autógamas: um estudo via simulação computacional”. De início, o estudo teve a orientação do professor Roland Vencovsky (falecido em 2016) e também conta com a colaboração do professor Júlio Bueno, da Universidade Federal de Lavras.

Mais de 100 trabalhos foram inscritos e submetidos à avaliação da comissão científica e profissionais da área de Talent Acquisition da Monsanto.

Caio Albuquerque/ Assessoria de Imprensa da Esalq, com informações da Monsanto

 

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