Olimpíada universitária de física premia estudantes da USP

Leonardo Lessa foi o primeiro colocado geral da competição; Marina Ansanelli ganhou a medalha de bronze

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Detalhe do cartaz da primeira edição da Olimpíada de Física Universitária da América Latina – Reprodução / Oluf

Os estudantes do bacharelado em Física do Instituto de Física (IF) da USP Leonardo Lessa e Marina Maciel Ansanelli conquistaram, respectivamente, a medalha de ouro e a de bronze na primeira edição da Olimpíada de Física Universitária da América Latina. A competição ocorreu no dia 7 de abril.

Por se tratar da primeira edição do evento, a USP e outras 28 universidades da América Latina receberam o convite para participar da competição. Pela mesma razão, as provas foram aplicadas nas respectivas universidades e não na Universidade de Havana, em Cuba, que é a universidade sede da olimpíada. Os dois alunos foram os únicos inscritos da USP e Leonardo foi o primeiro colocado geral, com a melhor pontuação entre os 108 participantes. Do Brasil, além de alunos da USP, participaram dessa olimpíada estudantes da Unicamp, UFMG e UFPE. 

Esta foi a primeira olimpíada universitária de que Leonardo participou. Já tinha competido no ensino médio e foi medalhista de bronze na Olimpíada Internacional de Física. Segundo o estudante, participar de competições como essa é a melhor maneira de testar conhecimentos e melhorar habilidades. “Fazer uma olimpíada é uma forma de me desafiar, porque ela traz problemas que geralmente não se encontram em questões do ensino médio, e até do vestibular, e isso é muito desafiador.”

Leonardo Almeida Lessa – Foto: Divulgação / Oluf

Marina Ansanelli também já possui um histórico de participação em olimpíadas. No ano passado, a aluna recebeu a medalha de ouro na Olimpíada Ibero-Americana de Física.

O professor do IF Airton Deppman, responsável por aplicar a prova na USP, afirmou que a colocação dos alunos surpreendeu principalmente porque nenhum deles recebeu preparação para competir. Leonardo ficou sabendo da olimpíada por acaso e decidiu arriscar. “Não sabia o que esperar da prova nem dos outros participantes. Ficar em primeiro lugar numa competição com alunos de outras universidades foi muito surpreendente.”

Segundo o professor, os resultados das participações brasileiras nas olimpíadas de física acendem uma luz de esperança para o ensino ao mesmo tempo em que alertam para o desperdício de talentos. “Enquanto no Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, na sigla em inglês] o Brasil fica lá embaixo no ranking, na Ibero o Brasil se destaca e na OIF ele tem uma atuação significante. Isso mostra que temos alunos muito bons que irão responder se o nosso ensino melhorar. Mas também alerta para o quanto de talento estamos desperdiçando por causa da nossa infraestrutura de ensino.”

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