Nutricionista usa redes sociais para desfazer mitos da alimentação

Receitas e dicas sobre saúde também são divulgadas na página Nudritiva, criada por ex-aluna da USP

Por - Editorias: Universidade
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Consumir frutas e vegetais da época é uma das dicas da nutricionista Adriana Carrieri, idealizadora do projeto Nudritiva – Foto: Pedro Bolle / USP Imagens

Valorizar o papel do nutricionista e desmistificar os modismos que se espalham pelas redes sociais. Com esses dois princípios em mente, Adriana Carrieri, formada em Nutrição pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, resolveu criar o projeto Nudritiva no Facebook e no Instagram. Por meio dessas populares plataformas, ela informa o público sobre saúde e alimentação com textos concisos, linguagem simples e bom humor.

A ideia começou em 2014. “A Nudritiva surgiu no último ano da graduação, quando fui para os estágios curriculares e pude perceber, na prática, o quanto a informação de qualidade é deficiente entre a população”, conta.

A nutricionista Adriana Carrieri na Faculdade de Saúde Pública (FSP) – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A página foi atualizada durante alguns meses e obteve boa repercussão, passando de mil seguidores. A rotina de 12 horas de trabalho que Adriana passou a ter com o início da sua residência no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), porém, inviabilizou a continuidade do projeto. No final de julho deste ano, já com a formação e a residência concluída, a nutricionista resolveu retomar o trabalho, com o desafio de atingir ainda mais pessoas.

Além do natural desconhecimento sobre o tema, a hoje nutricionista formada explica que há muita informação equivocada disseminada pelos meios de comunicação, em especial nas redes sociais, com a popularização das chamadas “blogueiras fitness”. “Informações sem embasamento científico são um risco à saúde da população. Da mesma forma, os modismos criados por blogueiras e personalidades, que ditam tendências nas redes sociais, podem ser nocivos e criar conceitos errados que dificultam a vida das pessoas à toa”, aponta. A intenção, então, foi usar o Facebook e outras mídias para o “bem”, espalhando conhecimento seguro, com respaldo na ciência.

“Não caia nos modismos! Consulte sempre profissionais sérios para te orientar e seja simples!”, é a dica da página no post sobre a ação dos termogênicos – Imagem: Facebook Nudritiva

O desafio, porém, é competir contra a popularidade das “musas” de redes como o Instagram. Uma das mais conhecidas é Gabriela Pugliesi, que apesar de não ter formação na área da saúde, ostenta mais de 3,5 milhões de seguidores. Entre postagens sobre a vida pessoal da blogueira, há dicas na área da nutrição, frequentemente patrocinadas pelas empresas que fabricam os produtos.

Post alerta sobre riscos à saúde dos suplementos termogênicos – Imagem: Facebook Nudritiva

Para tentar atingir o público das redes sociais, que em geral tem pouca paciência para textos extensos e muito complexos, a estratégia de Adriana é investir em posts curtos e simples, mas sem deixar o embasamento científico de lado. Atualmente, as postagens são feitas três vezes por semana, sempre nas segundas, quartas e sextas, tratando de um mesmo assunto com diferentes abordagens.

Nas segundas-feiras, a Nudritiva introduz o tema da semana, com o “Atenção!”. Na quarta, o “Sabia?” traz informações novas e relevantes sobre o assunto. Na sexta, o “Hmmm…”, que costuma fazer mais sucesso, traz receitas fáceis, sempre relacionadas ao tema da semana. Enquanto o conteúdo escrito é todo feito por Adriana, a parte visual é fruto do trabalho de seu marido, o publicitário Felipe Yamauchi.

Tapioca com banana e canela é dica dada pela página para ingerir diferentes carboidratos – Imagem: Facebook Nudritiva

Pouco mais de um mês após retornar à ativa, a Nudritiva ainda engatinha no quesito engajamento nas redes sociais, mas a nutricionista já pensa em ampliar o projeto, com a inserção de vídeos, que costumam atrair mais público. Para Adriana, além de um divertimento, a página é uma contrapartida. “Eu sempre sempre quis devolver à sociedade um pouco do conhecimento que adquiri na universidade pública”, explica.

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