Nova diretora quer reabrir Museu Paulista ao público até 2022

Na posse da nova diretora foi assinado um acordo de cooperação entre a USP e o Grupo Mulheres do Brasil para a realização de restauração das instalações do museu

Por - Editorias: Universidade
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Dirigentes da Universidade e representantes do Grupo Mulheres do Brasil – Foto: Ernani Coimbra

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A nova diretora do Museu Paulista, Solange Ferraz de Lima, tomou posse em cerimônia realizada no dia 9 de dezembro, na sede do museu, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Antes do início da cerimônia, foi assinado o acordo de cooperação entre a USP e o Grupo Mulheres do Brasil (GMdB), que tem por objetivo a regulamentação da relação entre a Universidade e o grupo para a realização de restauração das instalações do Museu Paulista da USP. Em fevereiro deste ano, as duas partes já tinham assinado um termo de cooperação. Mas o acordo firmado agora estabelece diretrizes, cria definições importantes ao longo do processo, com mais detalhes e um plano de trabalho.

O projeto de restauro do museu prevê a modernização, reforma e reabertura ao público do edifício-monumento; a realização de outras obras, inclusive novas construções; a execução de outras atividades que se mostrem necessárias à adequada conservação, transferência e custódia do acervo do museu durante o período de obras, bem como a exposição de obras em outros espaços enquanto o museu permanecer fechado ao público. O acordo não prevê repasse de recursos financeiros entre as duas partes e refere-se à apresentação de soluções de gestão e ao auxílio na captação de recursos por parte do Grupo MdB, bem como ao apoio na curadoria de exposições itinerantes.

Posse

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A diretora do Museu Paulista, Solange Ferraz de Lima, destacou as metas de sua gestão e os esforços da equipe para a reabertura ao público – Foto: Ernani Coimbra

“É um privilégio assumir a direção do Museu Paulista neste momento. Os desafios são muitos para restituir o edifício-monumento como espaço expositivo e manter a instituição museu em suas cotidianas atividades de pesquisa e de difusão de seus acervos e do conhecimento produzido a partir dele. Sinto-me hoje preparada para as tarefas que esses desafios impõem”, afirmou a diretora Solange no início do seu discurso.

Solange fez questão de lembrar do trabalho comprometido da equipe de professores e funcionários do museu. “É essa equipe que tem mantido atividades acadêmicas, educativas e de extensão ativas, pois o prédio está fechado para visitação, mas não a instituição Museu Paulista e sua extensão, o Museu Republicano Convenção de Itu. Estamos aqui e em Itu, com exposições, oficinas educativas, palestras, aulas, visitas técnicas, atendendo consultas aos nossos acervos”, ressaltou.

A dirigente destacou que durante sua gestão, que vai até abril de 2020, atuará em cinco frentes. Segundo ela, a primeira e mais imediata é concretizar a transferência dos acervos para os imóveis preparados para recebê-los; a segunda é finalizar o diagnóstico estrutural sobre o edifício-monumento; a terceira é a elaboração do plano museológico do Museu Paulista, que a diretora propõe ser feito a partir de um processo de reflexão e discussões no âmbito interno do museu e entre setores da Universidade e da sociedade em geral, por meio da realização de seminários e oficinas.

A quarta frente é promover a qualificação das equipes e a renovação na gestão administrativa, em consonância com as metas institucionais e articuladas a projetos de pesquisa e de formação continuada em âmbitos nacional e internacional. E, por fim, fomentar a discussão de propostas que promovam a sustentabilidade financeira do Museu Paulista a partir da abertura à visitação do edifício-monumento, em 2022.

“Sinto que todos que estão aqui em corpo ou em pensamento, querem estar aqui também em 2022, e subir essa escadaria monumental que o arquiteto Bezzi trouxe da Itália para o Brasil, há 120 anos. Esse desejo agora é um plano nosso que será concretizado”, finalizou.

Relacionamento com a sociedade

O reitor Marco Antonio Zago demonstrou animação com o futuro do Museu Paulista, principalmente com a contribuição do Grupo Mulheres do Brasil, “que traz um modelo de cooperação entre a Universidade e a sociedade”. “Eu tenho certeza de que nós estamos caminhando para resolver grande parte dos problemas que ao longo dos anos foram se criando no edifício-monumento deste museu. Todos esperamos comemorar aqui o segundo centenário da Independência do Brasil”, destacou.

Zago ressaltou o fato de a instituição estar instalada em um patrimônio nacional e que ele e os outros museus da USP “são um dos instrumentos de relacionamento com a sociedade”. Ele afirmou que a sua gestão está fazendo um esforço para manter este relacionamento com a sociedade em todos os aspectos. Por isso, “é muito importante que, mesmo durante o período de reforma, o museu continue vivo, ativo com suas atividades, assim como já está fazendo”.

Da Assessoria de Imprensa da USP

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