Modelo criado na USP auxilia aprendizado de deficientes visuais

Seguindo a proposta de software livre, o Model2gether é uma ferramenta que pode ser utilizada como apoio a atividades de qualquer disciplina que envolva o uso de modelos gráficos

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Foto: Pena Fernando via Visual Hunt

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As tecnologias da informação e comunicação promoveram, nas últimas décadas, um avanço importante no acesso de deficientes visuais a serviços, entretenimento e educação. O que pesquisadores da USP observaram é que a evolução dessas interações acabou privilegiando o trabalho individual em prejuízo do trabalho coletivo.

Há várias ferramentas para que pessoas cegas ou com deficiência visual possam usar o computador sozinhas, mas poucas alternativas para promover o trabalho colaborativo com pessoas de visão normal. Pensando nisso, um grupo do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica (Poli) desenvolveu um sistema que converte desenhos gráficos, frequentes na área da computação, em sons. Dessa forma, uma pessoa que não enxerga consegue acompanhar, por exemplo, as alterações que um professor faz numa tela para explicar determinado conceito. 

Batizada de Model2gethera ferramenta levou o prêmio de melhor protótipo no quinto Congresso Brasileiro de Informática na Educação, realizado em outubro. “Recebemos o prêmio na categoria de protótipo porque este ainda não é nosso projeto final. Ainda pretendemos fazer algumas alterações, mas basicamente ele está próximo do que desejamos neste momento”, conta Leandro Luque, um dos envolvidos na iniciativa..

O estudante cursa doutorado em Engenharia Elétrica e também foi selecionado no Google Research Awards in Latin America 2016, prêmio que incentiva o desenvolvimento de novas tecnologias com bolsas para estudantes e orientadores. No vídeo abaixo, ele explica o funcionamento do Model2gether:

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Leandro Luque, vencedor com o projeto “Eliminando obstáculos: incluindo pessoas com deficiência visual em modelos de cooperativa”. Foto: Arquivo Pessoal
Leandro Luque, um dos criadores do Model2gether – Foto: Arquivo Pessoal

“O uso de gráficos e diagramas é muito constante em sala de aula. Quando o professor faz uma mudança no computador dele, os outros usuários podem ver o que ele fez e prosseguir com a aula. O deficiente visual não: ele precisa saber o que aconteceu e como aquilo aconteceu. O processo da alteração precisa ser ensinado, porque esta pessoa não pôde visualizá-la”, explica Leandro. E é exatamente isso que o Model2gether faz.

O pesquisador lembra que cada professor tem um ritmo e, por isso, o Model2gether permite ao usuário dosar a quantidade de informação recebida conforme as atividades são realizadas.

Além disso, Luque ressalta que o programa é um software livre, ou seja, pode ser incrementado e melhorado livremente por qualquer interessado. O trabalho teve o apoio da empresa japonesa Toshiba.

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