Inovação na USP: alunos criam soluções usando a Internet das Coisas

Vencedores de competição receberão treinamento e formação técnica na sede mundial da Huawei, além de serem introduzidos na língua e na cultura chinesa

Por - Editorias: Universidade
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Gabriel Tai Lee, Leticia Li Koga, Lucy Mary e Felipe Matsuoka - Foto: Divulgação
Gabriel Tai Lee, Leticia Li Koga, Lucy Mari e Felipe Matsuoka durante a premiação do Seeds for the Future – Foto: Divulgação

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O conceito de Internet das Coisas (IoT) surgiu para falar das tecnologias que conectam dispositivos presentes em nosso cotidiano à rede mundial de computadores, tornando mais rápidas e práticas muitas das atividades do dia a dia. Um exemplo é poder, por meio do celular, saber se um restaurante está muito cheio e evitar um longo tempo de espera na fila. Essa foi a ideia de aplicativo vencedora do Seeds for the Future, um programa da empresa chinesa de mobile Huawei com etapa voltada a alunos na USP. A premiação foi realizada no último dia 18 de outubro durante a FutureCom, evento de Telecomunicações, Tecnologia da Informação e Internet da América Latina, ocorrido em São Paulo.

O WiCount é um aplicativo para estimar o número de pessoas em um ambiente via Wi-Fi. Desenvolvido pelos estudantes da Escola Politécnica (Poli) da USP Leticia Li Koga, Felipe Kitanaka Matsuoka e Gabriel Tai Lee, ele funciona a partir da conexão sem fio dos smartphones.

“Normalmente, deixamos o wifi do celular ligado. O WiCount capta essa informação e joga na rede”, explica Lucy Mari Tabuti, pós-graduanda do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PSC) da Poli que organizou a etapa USP do concurso.

A proposta é interessante não só para os clientes, mas também para os administradores, que podem saber quantas pessoas frequentaram o local em determinado dia, os horários de pico e quanto tempo cada pessoa permaneceu no lugar de forma não invasiva. “Não é igual a uma economia compartilhada, em que é preciso pessoas para alimentá-la: vai acontecendo tudo automaticamente, porque os smartphones são utilizados o tempo todo”, afirma.

Como nem todos os membros de uma família usam smartphones – crianças, por exemplo – a previsão não é exata, mas para ter uma aproximação mais fiel, o grupo fez cálculos de quantos frequentadores vão com o Wi-Fi desligado e quantos vão sem smartphone.

Talentos da tecnologia

O concurso que selecionou o WiCount foi voltado a alunos de Engenharia de Computação e Engenharia Elétrica da Poli e de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, com o objetivo de promover soluções inovadoras para desenvolvimento de Internet das Coisas.

Na primeira etapa, a Comissão Julgadora – formada por três professores do PCS especialistas em IoT, um representante da Huawei e um funcionário do Departamento de Inovação do Bradesco – avaliou os projetos, considerando originalidade, rigor técnico-científico e inovação; apenas três foram selecionados.

Na segunda etapa, os três grupos finalistas tiveram que construir um protótipo, a partir de seus respectivos projetos e o vencedor foi escolhido.

Sendo um projeto global que visa a capacitar talentos na área de tecnologia da informação e comunicação, o Seeds for the Future busca criar experiências para os estudantes. A Huawei também tem parcerias com outras instituições brasileiras – Capes, Inatel, PUC-RS e Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – e cada uma delas realizou concursos como ocorreu na USP.

 

Propostas inteligentes

Dentre os três finalistas da USP, além do WiCount também estava o projeto Smart Planting (Plantio Inteligente), cujo objetivo é ensinar as pessoas a criarem suas próprias hortas em casa, visando a uma alimentação mais saudável e orgânica. A Internet das Coisas ajuda o usuário, que não pode estar a todo momento em casa regando, colocando adubo ou protegendo as plantas do sol. A ideia dos estudantes era permitir às pessoas cuidar de suas hortas a partir de um aplicativo que fornecesse várias imagens delas.

O outro projeto finalista foi o GPS Logger for Bike Sharing Systems (Registrador GPS para Sistemas de Compartilhamento de Bicicletas). Os estudantes instalaram pequenas câmeras em uma bicicleta para possibilitar a coleta de informações do trajeto. Por utilizar GPS, a localização do ciclista e o que acontece pelos locais percorridos podem ser salvos. Para a apresentação do protótipo, um dos integrantes foi de bicicleta de sua residência até a Poli, mostrando tudo o que foi coletado durante o caminho. Com esses dados, algo poderia ser gerado, mas não houve tempo para o grupo desenvolver.

“Era um protótipo de uma solução: não precisava estar 100% desenvolvido, mas tinha que estar funcional e apresentar informações”, diz Lucy Mari. Ela conta que a realização do concurso acabou tendo pouco tempo de maturação, devido à data estipulada para a premiação. “Normalmente, um concurso desses demora um ano, mas tivemos que fazer tudo em dois meses”, lembra.

O prêmio oferecido pela empresa aos estudantes que criaram o aplicativo WiCount foi uma viagem de duas semanas para a China, uma em Pequim e outra em Shenzhen, de 21 de novembro a 2 de dezembro. Ao todo, serão 15 estudantes do Brasil: os vencedores dos concursos na USP, além dos ganhadores da Capes, Inatel, PUC-RS e Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Todos receberão treinamento e formação técnica na sede mundial da Huawei; também serão introduzidos na língua e na cultura chinesa.

Com informações de Iolanda Paz, da Jornalismo Júnior

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