Cursos da USP: Terra é o principal objeto de estudo da Geofísica

Graduação proporciona aos alunos conhecimentos físicos, matemáticos, computacionais e geológicos

Por - Editorias: Ingresso
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Laboratório de Pesquisa de Sismologia do IAG – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A curiosidade e o interesse pelo estudo da Terra são fundamentais para aqueles que pretendem cursar Geofísica. Na USP, a graduação é oferecida pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) desde 1984. Foi o primeiro de um total de oito cursos existentes no País.

A partir do levantamento de dados, os geofísicos conseguem descobrir diversas informações, que são distribuídas em duas grandes áreas: a global e a aplicada, também conhecida como de exploração.

Enquanto a área global estuda a formação, a dinâmica e a movimentação do planeta Terra, a geofísica aplicada está relacionada, por exemplo, à busca por jazidas minerais, ao estudo sobre como um aterro sanitário foi instalado e à definição do melhor local para a exploração de águas subterrâneas. São questões que envolvem “um problema tipicamente de interesse humano”, explica Raphael Prieto, ex-aluno do curso e atual mestrando em Geofísica.

A professora e coordenadora do curso, Liliana Alcazar, revela que a Geofísica tem espaço tanto para aqueles que gostam de realizar trabalho de campo, coletando dados nos locais de interesse, como para quem prefere utilizar o computador como principal ferramenta, processando e interpretando essas informações.

 

A coordenadora do curso de Geofísica, professora Liliana Alcazar Diogo – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

 

Nas disciplinas obrigatórias, os alunos veem com maior ênfase os métodos mais empregados para a obtenção de dados. As optativas eletivas e livres complementam a formação com conteúdos mais específicos. Entre as temáticas abordadas ao longo do curso estão a sismologia, que estuda as ondas sísmicas; a magnetometria, que analisa o campo magnético; e a gravimetria, cujo foco é o campo gravitacional.

Durante os dois primeiros anos de graduação, os alunos têm aulas no Instituto de Física (IF), no Instituto de Matemática e Estatística (IME) e no Instituto de Geociências (IGc). O motivo é que a Geofísica é uma ciência interdisciplinar e exige a interação de conhecimentos em física, matemática, computação e geologia.

Para o doutorando Israel Dragone, essa interdisciplinaridade é um diferencial no curso da USP, em relação a outras graduações na área, opinião compartilhada com Prieto. “A gente tem uma caixa de ferramentas muito ampla, justamente porque tivemos acesso a todas as interfaces entre todos os laboratórios. Aqui temos uma infraestrutura muito boa frente a de outros lugares.”

Porém, ambos sentiram falta de mais viagens para trabalhos de campo. “Eu acredito que o estudante não deve somente processar dados, é preciso saber como se faz aquisição e instalação de equipamentos. Isso é fundamental para entender o processo como um todo”, afirma Israel Dragone.

Mercado de trabalho

Ex-alunos do IAG, Israel Dragone e Raphael Prieto – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Na área de geofísica rasa, os egressos podem auxiliar em grandes obras, fornecendo noções importantes para engenheiros sobre as características do solo. Essa é a atuação de Otávio Gandolfo no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Ele se formou em 1991 e, atualmente, trabalha com engenharia e meio ambiente.

Em grandes empresas, como de petróleo e mineração, os geofísicos podem integrar equipes responsáveis por diferentes processos. Já em empresas menores, participam de todas as etapas, explica Liliana.

Esse foi o caso de Prieto, que após concluir o curso decidiu atuar no mercado de trabalho antes de investir na área de pesquisa. Nesse período, exerceu atividades em prospecção mineral, na qual pôde participar das várias fases relacionadas aos dados encontrados, desde a aquisição até o relatório final, além de ter tido a sua própria empresa de consultoria dedicada ao Estado do Pará.

A área acadêmica é uma alternativa interessante para os egressos. Formado no ano passado, Dragone iniciou o seu doutorado ligado à área de geofísica global, com tomografia, enquanto Prieto dedica-se à petrofísica.

Para além disso, os conhecimentos adquiridos em cálculo, matemática e computação também permitem que geofísicos possam trabalhar em bancos, como analistas de riscos e programadores, por exemplo.

Quer saber mais sobre o curso?

O Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) está localizado no campus da USP na Cidade Universitária, em São Paulo. Confira:

Informações sobre o curso
Grade curricular de cada habilitação
Escola de Verão em Geofísica

Formas de ingresso

Bacharelado em Geofísica

Período: Diurno
Vagas: 30
Fuvest:
27
Sisu: 3

 

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