Cursos da USP: Engenharia de Minas busca riquezas minerais do País

Engenheiros fazem raio X do solo para alimentar a base da cadeia produtiva

Por - Editorias: Ingresso
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Produção de minério de ferro da mineradora Vale na Mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, em Minas Gerais – Foto: Ricardo Teles/Agência Vale

Sentado em sua mesa, o professor Eduardo Sansone é capaz de apontar diversos objetos que têm algo em comum: a origem mineral. “A própria construção deste prédio: areia, pedra e cimento, é de matéria-prima mineral”, diz.

Como coordenador do curso de Engenharia de Minas, Sansone reconhece que a mineração, por estar na base da cadeia produtiva, aparece para muitos como algo distante. “Naturalmente, isso gera um conhecimento menor do curso”, explica.

Grande, no entanto, é a demanda por profissionais que atuem nesse setor: a Escola Politécnica (Poli) da USP forma engenheiros de minas desde 1960, no curso oferecido no campus Cidade Universitária, em São Paulo.

Professor Eduardo Sansone – Foto: Assessoria de Comunicação da Poli

Apesar de alguns avanços serem mais lentos nesse ramo da engenharia, ela tem a vantagem de envolver os profissionais nas diversas etapas produtivas relacionadas à mineração, desde a pesquisa para identificar a viabilidade de uma extração até a venda do mineral para a indústria.

“Vemos desde o começo até o fim da produção, não nos limitamos a uma parte específica. Mesmo que a tecnologia seja mais antiga, os problemas são sempre novos”, conta Renato Oliveira, engenheiro de minas formado pela Poli em 2011.

Esse processo também inclui estar em diferentes regiões do Brasil e saber lidar com as populações locais, tendo como responsabilidade áreas de extração que podem gerar grandes impactos ambientais.

Mercado de trabalho

Os campos de atuação da Engenharia de Minas acompanham desde a busca por depósitos minerais e a lavra (extração), até o tratamento que vai adequar a matéria-prima para entrar na cadeia produtiva, já que alguns minerais precisam ser purificados ou ganhar maior concentração antes de serem aproveitados pela indústria.

Ao longo desse processo, a recuperação ambiental e a atenção com a segurança e a saúde da equipe também devem ser preocupações dos engenheiros de minas. O curso abrange, assim, uma série de atividades bastante diferenciadas, que se aproximam de áreas como a geologia, a química e a engenharia civil.

No sul do Pará, região de Carajás, Renato trabalhou com a produção de cobre da mineradora Vale, coordenando desde a britagem, primeira etapa da fragmentação do minério, até a filtragem, quando o concentrado de cobre está pronto para ser vendido aos clientes.

Hoje, em Belo Horizonte, o engenheiro trabalha na parte de desenvolvimento de projetos da empresa, com planejamento de novos empreendimentos — o que inclui questões de segurança, infraestrutura e até do departamento jurídico. “O projeto em que estou trabalhando agora deve demorar de três a quatro anos para ficar pronto”, conta.

Minas em São Paulo?

O Brasil está entre os grandes produtores do setor mineral no mundo. Apesar das maiores áreas de extração mineral estarem, respectivamente, localizadas nos estados do Pará e de Minas Gerais, há bastante campo no Estado de São Paulo — que entra em terceiro lugar na lista.

Isso se dá pelo setor da construção civil, que se abastece de recursos minerais como granito, calcário, basalto e areia, usados para produção de concreto, cimento e outros materiais. “O Estado tem uma urbanização acentuada e demanda essa matéria-prima”, lembra o professor.

Renato, por exemplo, realizou estágio na Pedreira Embu, que atua na região da capital paulista. Lá, pôde acompanhar os processos de desmonte das rochas, com a chamada cominuição — fragmentação dos minérios, que podem passar por processos como britagem, peneiramento e moagem, de acordo com a finalidade do uso.

Universidade

A Engenharia de Minas, assim como as outras engenharias, oferece uma formação básica antes de se aprofundar em disciplinas específicas. Há dois anos, é possível optar pelo curso logo na inscrição do vestibular e, desde 2013, são oferecidas 40 vagas — o dobro de antes.

Para quem quiser se aprofundar na área acadêmica, a Poli oferece o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mineral (PPGEMin) com os níveis de mestrado e doutorado

Uma iniciativa dos alunos de graduação para divulgar o curso foi a criação do USP Mining Team, equipe formada para participar de competições, como os Jogos Internacionais de Mineração.

Alunos de Engenharia de Minas formam a equipe USP Mining Team – Foto: Divulgação

Larissa Peres, aluna de Engenharia de Minas da Poli, foi uma das responsáveis pela formação da equipe. Durante intercâmbio feito na Austrália, ela teve a oportunidade de participar de um jogo local de mineração e percebeu que essa era uma questão cultural forte no país.

Quando voltou ao Brasil, procurou saber se equipes nacionais participavam da competição. “Eu vi que tinha apenas uma equipe representando o País e a América Latina nos Jogos Internacionais. Me perguntei o por que de a USP não estar lá, sendo a maior e melhor universidade brasileira.”

Em agosto, o time da USP conquistou o primeiro e o terceiro lugares nos Jogos Minerários promovidos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Quer saber mais sobre o curso?

A Escola Politécnica (Poli) da USP está localizada no campus Cidade Universitária, em São Paulo. Confira:

Formas de ingresso

Engenharia de Minas 

Período: Diurno
Total de vagas: 40
Vagas via Fuvest: 35
Vagas via Sisu: 5

 

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