HC de Ribeirão Preto inaugura primeira unidade de AVC da região

Espaço é uma unidade especializada para cuidar de pacientes que sofreram AVC e conta com equipe treinada e capacitada para o trabalho interdisciplinar

Por - Editorias: Universidade, Extensão
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Hospital das Clínicas da FMRP-USP - Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Hospital das Clínicas da FMRP – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP inaugurou no último dia 27 de outubro a primeira Unidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC) da região nordeste do Estado de São Paulo. O investimento em obras e equipamentos para os dez leitos criados somou cerca de R$ 170 mil.

De acordo com o médico Octávio Marques Pontes Neto, professor da FMRP e coordenador da unidade, o espaço é uma unidade especializada para cuidar de pacientes que sofreram AVC e conta com equipe treinada e capacitada para o trabalho interdisciplinar. O cuidado diminui as complicações clínicas e as infecções, melhora a evolução clínica e os pacientes podem sair mais rápido do hospital e com menos sequelas, explica o coordenador.

Para Pontes Neto, há um enorme ganho na qualidade do atendimento. “Quando um hospital cria uma unidade de AVC e os pacientes são atendidos por uma equipe especializada, que trabalha de maneira interdisciplinar, isso é muito superior ao atendimento em uma enfermaria. Os resultados são muitos superiores”, explica.

AVC no Brasil

No Brasil são registrados 400 mil casos de AVC por ano. São cerca de 100 mil óbitos causados por acidente vascular cerebral. Mais da metade dos sobreviventes fica com sequelas incapacitantes que poderiam ser evitadas se esses pacientes tivessem acesso rápido ao tratamento emergencial e a internação em unidades especializadas.

“As pessoas precisam reconhecer os sintomas do AVC e agir rapidamente para serem tratadas. O tratamento do AVC isquêmico, 80% dos casos, depende da administração de um remédio chamado de trombolítico que é aplicado na veia nas primeiras horas do início dos sintomas e dissolve o coágulo, e o sangue volta a correr para o cérebro”, explica Pontes Neto.

Porém o coordenador esclarece que “esse remédio só pode ser aplicado até 4 horas e meia do início dos sintomas. A cada minuto que passa o paciente perde 1,9 milhão de neurônios. Quanto mais cedo conseguir desobstruir a artéria, mais tecido cerebral será salvo. Próximo de 4 horas e meia vai ter benefício, mas mesmo que abra a artéria, será pequeno. Se conseguir abrir a artéria na primeira hora a chance de ficar sem sequelas passa de 50%”, diz.

Prevenção

A boa notícia é que o AVC tem tratamento e prevenção. É possível reduzir em até 90% o risco de AVC se forem eliminados alguns fatores de risco como: hipertensão, obesidade, diabete, problemas com o colesterol, tabagismo e sedentarismo. Por outro lado, temos o tratamento, mas é uma emergência médica. “Um paciente com AVC tem que ser rapidamente encaminhado a um hospital”, afirma Octávio Pontes-Neto.

Crislaine Messias / Serviço de Comunicação Social da PUSP-RP
Com informações da Assessoria de Imprensa do HCFMRP

Mais informações: site https://www.facebook.com/hcrpoficial

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