Funcionário transforma lixo em materiais úteis para a Universidade

Nas mãos de José Carlos Batista, sucatas do Instituto de Geociências se transformam em objetos novos e proveitosos

Por - Editorias: Universidade
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Montagem do carrinho de serviços gerais a partir de estrutura de prateleira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Com boa vontade, criatividade e mãos habilidosas, o funcionário do Instituto de Geociências (IGc) da USP José Carlos Batista transforma o que foi descartado como lixo em objetos novos e úteis. Utilizando apenas serrote, martelo e alguns pregos e parafusos, ele dá vida nova a prateleiras de metal, divisórias de madeira e canos de ferro de construção. Foi assim que surgiram 15 porta-banners novinhos em folha, produzidos com pedaços de madeira rejeitada.

Após uma vistoria do Corpo de Bombeiros no prédio do IGc, uma pequena sala com divisórias de madeira para armazenar móveis velhos foi toda desmontada. As sobras e os sarrafos brilharam aos olhos de Batista, que logo pensou em fazer um suporte para banners – as estruturas servem para expor material informativo sobre as pesquisas e eventos realizados pelo instituto.

José Carlos Batista monta os porta banners com sucata de madeira - Foto: Marcos Santos/USP Imagens
José Carlos Batista monta os porta-banners com sucata de madeira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Formado torneiro mecânico pelo Senai, Batista exerce a função de técnico de audiovisual no instituto. Como não gosta de ficar à toa, procura colocar em prática suas habilidades. Nas horas vagas, ainda faz serviço de pintor.

Com olhar apurado, ele vê até mesmo na sucata que estraga debaixo de sol e chuva uma oportunidade de gerar algo novo.

A estrutura de prateleiras de aço descartadas no fundo do Instituto de Geociências, por exemplo, virou matéria-prima para construir novos carrinhos com rodas, para carregar protocolos e serviços em geral. Vários departamentos precisavam dos carrinhos, mas estavam sem verba para adquirir novos itens. Baseado em um modelo pronto, o funcionário fez vários outros carrinhos.

Batista deixa bem claro que suas criações no IGc são feitas fora do horário de trabalho, e que só usa ferramentas manuais, como serrote, martelo, parafusadeira e uma serra de arco também criada por ele com sobras de ferro de construção. “Somos velhos, mas ainda temos ideias criativas”, brinca.

Batista e Nascimento companheiros de trabalho de longa década - Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Batista e Nascimento, companheiros de trabalho de longa década – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O amigo Nelson Soares do Nascimento, chefe de Seção de Serviços Gerais do Instituto de Geociências, ressalta que há muita colaboração entre os parceiros de trabalho.

Enquanto Batista faz da sucata objetos úteis, Nascimento arruma os jardins do IGc, pinta as faixas de sinalização e mantém a composteira da jardinagem produzindo adubo – as folhas velhas coletadas pelas vassouras e rastelos viram alimento para a horta que está prestes a surgir, para que na refeição dos funcionários haja sempre legumes e verduras tenras e frescas. E na USP, Nascimento também cultiva outras hortas: fala com orgulho de seu filho que cursa Geografia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas(FFLCH).

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