Projeto social de alunos da USP revitaliza espaços da comunidade

FAU Social busca colocar em prática os conhecimentos desenvolvidos em sala de aula, a partir de ações diretas ou em parceria com ONGs, associações e entidades sociais

Por - Editorias: Extensão
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Registro da ação realizada em setembro deste ano, na Escola de Aplicação da USP - Foto: Fernanda Gastal
Registro da ação realizada em setembro deste ano, na Escola de Aplicação da USP – Foto: Fernanda Gastal

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Entidades em que os próprios alunos se organizam para realizar projetos junto à comunidade em áreas relacionadas à sua graduação têm surgido e ganhado espaço na USP. Em janeiro de 2014, foi criada a FEA Social, iniciativa de estudantes da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade voltada à redução das desigualdades sociais. Depois, surgiram a Poli Social, da Escola Politécnica, a EACH Social, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, a Sanca Social, do campus da USP em São Carlos, entre outras.

Uma das iniciativas mais recentes surgiu em 2016, a FAU Social, entidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) fundada oficialmente em 7 de janeiro. Mas, segundo Anna Carolina Marco e Lucas Piaia, responsáveis pelas relações públicas da entidade, o trabalho para sua criação vinha sendo desenvolvido desde meados de 2015.

“Nós entramos em contato com entidades sociais da USP que já existiam e demos início a um trabalho de adaptar este conhecimento e aplicá-lo à realidade da FAU”, conta Lucas. “Procuramos criar uma horizontalidade, então não temos presidente ou algo assim. O que criamos foram algumas áreas administrativas, como relações públicas e recursos humanos, que cuidam para que as pessoas designadas a realizaram os projetos o façam.”

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Membros da FAU Social no Jardim Jaqueline, onde durante o ano inteiro a entidade desenvolveu um projeto na praça da comunidade - Foto: Divulgação
Membros da FAU Social no Jardim Jaqueline, onde durante o ano inteiro a entidade desenvolveu um projeto na praça da comunidade – Foto: Divulgação

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Atualmente a entidade atua, principalmente em duas frentes: a primeira são as intervenções pontuais, realizadas em um fim de semana e que demandam um menor esforço. A outra são os projetos semestrais, com diferentes focos e escopos conforme a necessidade da proposta inscrita. Neste caso, são montadas forças-tarefa compostas de entre oito e dez pessoas, com ações planejadas para serem executadas a longo prazo.

Mão na massa

As ações pontuais realizadas no primeiro ano de existência da FAU Social foram realizadas, principalmente, dentro da USP ou em núcleos próximos. No Jardim São Remo, comunidade vizinha à Universidade, por exemplo, foi realizada uma atividade com crianças para que elas projetassem “a São Remo que queremos”.

Complexo Assistencial Cairbar Schutel, uma das instituições ajudadas pela FAU Social em 2016 - Foto: Divulgação
Complexo Assistencial Cairbar Schutel, uma das instituições ajudadas pela FAU Social em 2016 – Foto: Divulgação

A Escola de Aplicação da USP foi alvo de duas intervenções do grupo, assim como o Núcleo de Cultura Afro-Brasileira. Estas atividades envolvem mutirão de limpeza e reparos gerais, retoque em pinturas e muita troca de experiências.

Na Casa do Estudante, moradia estudantil da Faculdade de Direito da USP, foi desenhado um plano de reforma do edifício com a finalidade de aumentar o poder de negociação dos estudantes. Além disso, a FAU Social também trabalhou com a criação da proposta de identidade visual da Semana da Educação, realizada este ano por alunos da Faculdade de Educação. O evento teve como finalidade trazer discussões a respeito da educação dentro do ambiente acadêmico e, através de debates, palestras e exposições, questionar os modelos educacionais.

Saindo da Universidade, no primeiro semestre foi desenvolvido um projeto no Complexo Assistencial Cairbar Schutel, que ampara crianças em situação de risco. Lá, a FAU Social atuou para a melhoria da parte técnica do prédio a fim de adaptá-lo e conseguir uma autorização do corpo de bombeiros.

No segundo semestre, foi feita a revitalização de um playground, em parceria com uma ONG em Carapicuíba. Foi nessa época também que o maior projeto da FAU Social até o momento foi concretizado: no Jardim Jaqueline, próximo à Rodovia Raposo Tavares, foi criado um espaço público em parceria com os moradores que foi trabalhado durante todo o ano de 2016.

Novos membros, novos projetos

Atualmente, a FAU Social é composta de 37 membros, número que deve aumentar em 2017 com a entrada de novos estudantes na Universidade. Mesmo ainda no primeiro ano de atividade, a entidade conseguiu realizar vários projetos e espera poder ampliar as ações.

“Nesse primeiro ano, fizemos três grandes iniciativas por semestre. A nossa intenção é aumentar isso no próximo ano e realizar quatro projetos semestrais. Para isso, abrimos inscrições para que as pessoas tragam até nós suas propostas”, explica Anna Carolina.

É possível enviar propostas até janeiro. O que for enviado após o prazo não será descartado e pode se tornar uma atividade do segundo semestre ou uma intervenção ainda na primeira metade de 2017. Para fazer a indicação, é recomendado entrar na página da FAU Social no Facebook ou enviar um e-mail para fausocial@gmail.com.

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