Projeto orienta aluno com problema na escola, inclusive universitários

Orientação à Queixa Escolar é um programa do Instituto de Psicologia da USP

Por - Editorias: Extensão
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A professora do IP Marilene Proença e a psicóloga Beatriz Souza – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

No ano 2000, após anos de estudos e pesquisas, um grupo de psicólogos do Instituto de Psicologia (IP) da USP criou o Orientação à Queixa Escolar, programa que direciona graduandos e pós-graduandos em Psicologia sobre como lidar com pacientes que estejam com problemas na escola. Dentro das atividades da capacitação profissional, há um serviço de atendimento de crianças e adolescentes com queixas escolares, como, por exemplo, baixo rendimento e indisciplina em sala de aula.

Os jovens são atendidos por psicólogos durante supervisões práticas e alunos de graduação supervisionados. O programa tem como base a ideia de que não é possível ajudar os estudantes com queixa escolar através de uma análise isolada do indivíduo, e sim com base em uma articulação de todos os principais elementos que compõem sua vida. A concepção é de que a queixa escolar surge dentro de uma rede de relações, que devem ser balanceadas e investigadas para possibilitar uma melhor compreensão daquilo que afeta o paciente.

O programa, que, até os últimos anos, era voltado para o atendimento de crianças e adolescentes de classes sociais mais baixas, passou a ser muito procurado por universitários. “Tanto alunos da USP quanto de outras instituições e faculdades começaram a nos buscar”, informa a psicóloga Beatriz de Paula Souza, que atua no programa coordenado pela professora do IP Marilene Proença.

Livros relacionados à queixa escolar organizados por Beatriz Souza – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Segundo a psicóloga, esse novo movimento vem em uma época em que o número de suicídios entre jovens tem crescido. Esse fato preocupa e alivia ao mesmo tempo: se, por um lado, a situação emocional dessa faixa etária se mostrou instável e negativa, a procura por ajuda é um bom sinal.

Durante a Orientação à Queixa Escolar, o psicólogo age como um mediador. Assim, faz parte de seu trabalho lidar com o jovem e sua família e com a escola, criando interlocuções e explorando possíveis explicações para quaisquer situações adversas que a criança, adolescente ou jovem adulto pode estar enfrentando relativamente à vida estudantil.

Antes de tomar qualquer atitude, no entanto, o psicólogo responsável conversa com o paciente e checa se ele concorda com as suas pretensões. Somente depois de chegarem a um acordo, o especialista procurará contatar a família e a instituição de ensino do jovem.

Um dos principais resultados do programa foi a publicação do livro Orientação à Queixa Escolar, organizado por Beatriz, que aglutina textos de vários dos psicólogos participantes do projeto, dados estatísticos provenientes de seus estudos.

De acordo com Marilene e Beatriz, foi uma grande surpresa descobrir o sucesso da obra: “Uma de nossas alunas fez um levantamento bibliográfico dos textos mais usados dentro do contexto da Psicologia Escolar e nós descobrimos que o nosso livro é um dos mais usados em todo o Brasil”, comentou a professora do IP. “Ficamos muito felizes.”

No entanto, o foco do grupo agora é outro: eles buscam organizar e disponibilizar o conhecimento que coletaram, para montar um banco de dados que contará com mais de mil fichas e prontuários. Dessa forma, procuram espalhar a sabedoria que acumularam ao longo dos anos e até mesmo sugerir políticas públicas relativas à educação. Ainda assim, o programa Orientação à Queixa Escolar não foi abandonado e continua em atividade.

Para mais informações sobre o serviço, acesse este link.

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