Projeto em Ribeirão Preto identifica riscos à saúde dos idosos

Criado por profissionais da USP, programa Gerontopole funciona em Núcleos de Saúde da Família

Por - Editorias: Extensão
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Projeto em Ribeirão Preto identifica riscos à saúde dos idosos

 

A população brasileira idosa deve triplicar nos próximos 40 anos, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Preocupados com os cuidados da população com mais de 60 anos, profissionais da USP em Ribeirão Preto criaram o Gerontopole, que investe na identificação de idosos frágeis na comunidade. A inspiração vem do projeto original francês: Gérontopôle de Toulouse criado em 2007, na França, no qual reúne em torno da mesma estrutura equipes para impulsionar pesquisa e ações sobre longevidade, melhor prevenir doenças responsáveis pela dependência e promover a saúde dos idosos.

O Gerontopole de Ribeirão Preto começou no segundo semestre de 2016 é formado por médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, ligados ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP e outras unidades do campus de Ribeirão Preto.

Esse grupo faz uma triagem dos idosos atendidos diariamente nos Núcleos de Saúde da Família (NSF) do município, vinculados à FMRP. De acordo com o médico geriatra do Hospital das Clínicas e integrante do Gerontopole da USP em Ribeirão Preto, a seleção é feita a partir de uma impressão geral, ainda não quantificada, de fragilidade individual do paciente.

Os idosos que aceitam participar são encaminhados para avaliação complementar na Clínica de Fragilidade, que fica no ambulatório do Centro de Saúde Escola gerenciado pela USP. Lá, são investigados os fatores de risco para perda de autonomia e independência, caracterização de fragilidade e dimensionamento dos prejuízos funcionais de cada idoso individualmente.

Com essas informações, a equipe elabora um relatório técnico dos riscos e condições encontradas com recomendações específicas aos profissionais do NSF. Para o paciente é entregue um Plano de Cuidados em Saúde, com orientações de reparo dos riscos identificados, como, por exemplo, o controle da obesidade.

Os idosos com necessidades específicas (quedas de repetição, risco social, alterações de humor ou cognição) são encaminhados para avaliação complementar também específicas: psicológicas, gerontológicas ou de enfermagem.

Hospital Amigo do Idoso

20170116_01_idosoA preocupação do Hospital das Clínica de Ribeirão Preto com o idoso integra ainda sua participação no Hospital Amigo do Idoso, programa do governo do Estado de São Paulo que incentiva e apoia a qualificação geronto-geriátrica dos hospitais. Pelo programa, as instituições são classificadas em fase de adesão, nos níveis inicial, intermediário e pleno, para receberem um selo especial (reconhecimento pelos cuidados com a saúde e bem-estar do idoso).

Desde a entrada no programa, conta o médico Formighieri, o HCFMRP desenvolveu um plano de metas para reforçar as atividades já existentes, criando a Comissão Interna do Hospital Amigo do Idoso, com profissionais de diferentes áreas.

“Foram implantadas ações voltadas ao idoso no plano diretor do hospital e plano de acessibilidade, além de efetivarem estratégia de educação permanente em envelhecimento e saúde do idoso para toda a equipe. No momento, a comissão trabalha para dar continuidade às ações obrigatórias para alcançar o Selo Pleno”, conta o médico Paulo Fernandes Formighieri.

Mais informações: (16) 3602-2612

Giovanna Grepi/ Serviço de Comunicação do Campus de Ribeirão Preto

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