Projeto com foguete estimula o interesse pela engenharia

Projeto Jupiter é coordenado, dirigido e executado por alunos da Escola Politécnica

Por - Editorias: Extensão
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Fotos: Divulgação/Projeto Júpiter
Foguete Nabo I – Foto: Divulgação/Projeto Jupiter

“Nossas aspirações vão além de participar de competições. Queremos incentivar o interesse por engenharia no Brasil.” Essa definição ajuda a explicar a motivação principal do Projeto Jupiter. Criado por um grupo de alunos da Escola Politécnica (Poli) da USP, o projeto é dedicado ao estudo e desenvolvimento de foguetes.

E para motivar outros estudantes, jovens e crianças a entrar para o mundo aerospacial e se tornarem futuros engenheiros, a participação em competições faz parte das ações do projeto.

Nos últimos anos, os grupos de estudantes universitários interessados na construção de foguetes têm crescido no Brasil. As maiores evidências são a criação da Competição Brasileira Universitária de Foguetes (Cobruf) e seu processo de consolidação, assim como a ampliação dos participantes nacionais em competições estrangeiras.

Em 2014, somente o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) participava da Competição Interuniversitária de Engenharia de Foguetes (Irec), porém o cenário mudou nos últimos dois anos, com a entrada do Projeto Jupiter.

E o número tende a aumentar este ano, segundo Rafael Nass de Andrade, integrante do projeto. Ao menos sete outros grupos da própria USP e de outras faculdades participarão da The First Annual SA Cup, sucessora da Irec, que ocorrerá em junho.

“Acreditamos que possamos ter servido como inspiração para esses outros grupos que demonstraram interesse em participar da competição. Mostramos que não era só o ITA que podia competir internacionalmente. No ano passado, conseguimos ficar em vigésimo quarto lugar e tivemos uma participação muito boa”, afirma Rafael.

A colocação foi conseguida já no segundo ano de competitividade internacional do Projeto Jupiter após um ano debutante bastante tímido. “Nossos apoios financeiros nos permitiram fazer um foguete que cumprisse os requisitos básicos para obter autorização de lançamento, mas não havia como custear a viagem para mais de três membros”, explica.

No seu começo, o projeto se sustentou com base no grupo do Programa de Educação Tutorial da Engenharia Mecânica da Escola Politécnica (PET-Mecânica). O próprio Rafael fazia parte da PET-Mecânica e lembra que a entidade foi parte importante para o surgimento e consolidação do Projeto Jupiter.
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Foto: Divulgação/Projeto Júpiter
Produção de peças do foguete – Foto: Divulgação/Projeto Jupiter

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“Eles [PET-Mecânica] nos emprestavam a sala para guardarmos e executarmos nosso primeiro foguete, chamado Jupiter I. E junto com o Fundo Patrimonial Amigos da Poli [entidade gerida por ex-alunos que auxilia financeiramente projetos de estudantes] foram os principais responsáveis pelo suporte financeiro em nosso início e até conseguirmos patrocinadores, apoios e parcerias. Atualmente, o Amigos da Poli nos apoia ainda mais, sendo nossa principal verba”, explica Rafael.

Após este começo, o grupo conseguiu estabilidade e mais membros para, em 2016, construir um novo foguete, desta vez chamado de Nabo I, e mais uma vez competir nos Estados Unidos. Nessa oportunidade, foi possível levar mais pessoas do que um ano antes, por meio de apoios institucionais da diretoria da Poli e do Departamento de Engenharia Mecânica.
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Foto: Divulgação/Projeto Júpiter
Estudantes apresentam foguete em evento – Foto: Divulgação/Projeto Jupiter

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“Conseguimos participar e disputar bem nas duas oportunidades. Nossos foguetes decolaram, mas ainda não conseguimos fazer um foguete que retornasse inteiro. Ainda estamos trabalhando em um sistema de paraquedas melhor para este ano e esse é nosso principal objetivo para 2017 na Irec”, explica Rafael.

Atualmente, o grupo conta com representantes de diferentes engenharias da Poli e também com alunos do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP. No entanto, segundo Rafael há o interesse de tornar o grupo mais plural e atrair cada vez mais pessoas que possam contribuir, cada uma à sua maneira. “Temos o desejo de transformar o Projeto Jupiter não em algo exclusivo de alunos da Poli. Pelo contrário, gostaríamos que fosse uma iniciativa de toda a USP. Nesta semana mesmo fomos na EACH [Escola de Artes, Ciências e Humanidades] conversar com professores do curso de Têxtil e Moda para buscar conhecimentos úteis para os nossos paraquedas, e esperamos que parcerias como essa e membros de outros cursos sejam cada vez mais presentes”, conclui.

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