Em Piracicaba, projeto torna casas em espaços mais sustentáveis

Projeto do USP Recicla realiza oficinas para mostrar a utilidade e importância de práticas socioambientais

Por - Editorias: Extensão
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Montagem do sistema de captação de água da chuva – Foto: Divulgação

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Diante de um cenário aparente de inevitáveis mudanças climáticas, a humanidade se dá conta de que é a cada dia mais importante mudar a relação dos seres humanos com o meio ambiente. Exercendo seu papel de produzir e difundir conhecimento, a USP mostra, por meio do projeto Moradias Sustentáveis, que é possível e fácil praticar essa mudança de hábitos dentro das nossas casas, promovendo adaptações e alternativas a fim de tornar as moradias mais autônomas.

O projeto é parte do programa USP Recicla da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba que tem atuação na atividade interna do campus e também na comunidade externa da região, desenvolvendo ações para gerenciamento de resíduos e melhoras na gestão e educação ambiental da população.

“O objetivo é levar as práticas de sustentabilidade aprendidas e desenvolvidas na Universidade para além dela, para a vida mesmo, estimulando a implantação de composteiras para tratar lixo orgânico, hortas caseiras, minhocários e sistemas de captação de água da chuva nas moradias da comunidade”, diz Ana Maria de Meira, educadora ambiental do USP Recicla.

Mensalmente, são realizadas oficinas e palestras, organizadas pelos próprios bolsistas do programa ou ministradas por especialistas em sustentabilidade convidados, sobre temas que possam interessar a comunidade local e mostrar a viabilidade das tecnologias. Além disso, o projeto Moradias Sustentáveis, existente desde 2007, tem ações práticas e trabalha para fazer com que o campus de Piracicaba seja um exemplo à comunidade.

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Palestra: “Alimentação ética”, com a Sandra Lopes – Foto: Divulgação


“A questão ambiental é muito intrínseca ao campus, ensinamos isso aqui, mas não se pode dizer que seja um campus sustentável. Ainda há muitos enfrentamentos que temos que fazer para torná-lo um modelo para a USP e a comunidade no entorno. Essa é a nossa intenção”, afirma Ana Maria.

Beatriz Silvano, estudante do curso de Gestão Ambiental na Esalq e estagiária do programa USP Recicla, dá como exemplo dessas atividades dentro da Universidade as implantações de sistemas simples de captação de água da chuva em diversos locais, como a Seção de Obras e de Pintura, onde a água pode ser útil para a limpeza das ferramentas de trabalho, pincéis e na fabricação de cimento.

“Fazemos a implantação junto com os funcionários e mostramos a importância e a utilidade da captação para que eles façam também nas suas próprias casas, e depois damos continuidade fazendo o acompanhamento e manutenção dos sistemas que instalamos”, diz a estudante.

Sistema de gotejamento para a horta a partir da captação de água de chuva - Foto: Divulgação
Sistema de gotejamento para a horta a partir da captação de água de chuva – Foto: Divulgação

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O grupo também desenvolve ações de conscientização em creches e escolas municipais, mostrando como fazer hortas verticais para espaço reduzido, e também nas repúblicas de estudantes ao redor do campus, incentivando o melhor aproveitamento da comida, redução do lixo e a prática da compostagem.


“Temos uma resposta muito boa da comunidade, as pessoas querem ter suas hortas, outro dia, um produtor rural disse que queria começar a usar compostagem e captação de água na sua propriedade. Não podemos fazer tudo, é preciso que as pessoas se interessem, mas o conhecimento e a forma de colocar em prática nós oferecemos”, diz Ana Maria.

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