Ex-alunas da USP criam bolsa antifurto

Formadas em Moda e Têxtil, elas integraram equipe vice-campeã do “Hackathon WeAr + C&A”

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Equipes vencedoras: Equipes que ficaram em primeiro e segundo lugar, com a estilista Glória Kalil e jornalista Alexandra Farah. Crédito: Instagram Glória Kalil
Na primeira fileira, da direita para a esquerda: Gabriel Henrique e Morita. Na fileira de baixo, da esquerda para a direita: Winnie, Priscila, a estilista Glória Kalil, a jornalista Alexandra Farah, e Érica – Foto:  Instagram Glória Kalil

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As ex-alunas do curso de Têxtil e Moda da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, Érica Mayumi, Priscila Satake e Winnie Ohara, com os engenheiros Gabriel Henrique e Milton Morita, produziram uma bolsa antifurto, capaz de avisar ao usuário quando o zíper é aberto sem autorização. A bolsa garantiu ao grupo o vice-campeonato do primeiro Hackathon WeAr + C&A do Brasil.

A bolsa, desenvolvida pela Manus Handmade, nome dado à equipe, é capaz de emitir um aviso, via bluetooth, para o smartphone do usuário toda vez que é aberta, além de acender iluminações internas e externas de LED que podem ser ligadas e desligadas pelo usuário.

O zíper, quando está na posição fechada, aciona um componente chamado chave fim de curso. O microcontrolador arduíno lê continuamente a posição desta chave. No momento em que o zíper é aberto, a chave muda de posição e o microcontrolador manda um sinal para o smartphone, através de sinal bluetooth, indicando que a bolsa está aberta. Neste caso, ele informa sempre que a bolsa é aberta”, explica Morita.

A equipe se dividiu em duas: as jovens ficaram no evento cuidando da confecção do design da bolsa, enquanto os engenheiros foram atrás de materiais que eram necessários e não estavam sendo oferecidos pelo evento, como a chave fim de curso para o sistema de segurança e os botões para ligar e desligar os LEDs.

Segundo Winnie, as maiores dificuldades do grupo estavam no tempo e na programação. “Com a montagem, tínhamos um pouco mais de facilidade, porém, a programação foi o mais difícil por não sermos especialistas neste ramo, então, tivemos que esperar um pouquinho mais dos mentores.” A competição oferecia mentores especializados em moda, negócios e tecnologia que auxiliavam os competidores com as ideias e a produção dos protótipos.

A programação tomou a maior parte do tempo do grupo, que terminou a produção da bolsa apenas uma hora e meia antes do fim da competição. Morita explica que já havia feito iniciação científica com outro microcontrolador, mas nunca com o arduíno. “Tivemos que aprender na hora do Hackathon, pois só haviam esses microcontroladores. A parte mais complexa da programação foi a comunicação bluetooth do arduíno com o smartphone, mas, para isso, tivemos apoio de um mentor.”

O grupo, então, teve três minutos para fazer a apresentação da ideia e dois minutos para perguntas do júri, que era composto de personalidades como Glória Kalil e Kadu Dantas.
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A ideia da bolsa antifurto foi bem recebida pelos jurados, que incentivaram a equipe a prosseguir. Foto: Facebook do WeAr Brasil
A ideia da bolsa antifurto foi bem recebida pelos jurados, que incentivaram a equipe a prosseguir. Foto: Facebook do WeAr Brasil

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Priscila Satake fala sobre a gratificação de terem ficado com o segundo lugar: “Foi uma experiência muito interessante, nunca tinha participado de concursos assim de moda e, principalmente, de um hackathon. Conseguir o segundo lugar foi muito gratificante, pois, no meu caso, não fiz nenhuma preparação específica para o evento e muitos grupos pareciam já bem preparados”.

Premiação

O WeAr é um evento que une moda e tecnologia, com curadoria da jornalista Alexandra Farah. Em 2016, ocorreu a segunda edição do evento, que trouxe para o Brasil o primeiro Hackathon de moda, em parceria com a marca C&A, que estava comemorando sua quarta década no País. Hackathon é um desafio que busca soluções envolvendo tecnologia.

A proposta era que desenvolvedores, designers, estilistas, profissionais de criação e estudantes ligados ao universo da moda e tecnologia produzissem em 30 horas um wearable (tecnologia vestível) que aliasse tecnologia, sustentabilidade e design e que pudesse ser produzido em escala e incorporado ao estilo de vida dos consumidores. O primeiro lugar receberia R$ 1 mil em compras na C&A para cada integrante do grupo, além de ter a possibilidade do projeto ser desenvolvido pela marca.

A premiação para o segundo lugar era um telefone celular. Porém, o grupo enfatiza que o interesse maior era na experiência que um evento que aliasse moda e tecnologia poderia proporcionar do que a premiação. Érica conta que o produto foi muito bem recebido pelo júri, que incentivou a equipe a prosseguir com a ideia. “O desejo é poder dar seguimento ao projeto, mas estamos trabalhando com as possibilidades. Caso um investidor queira entrar em contato conosco, estamos interessados em trabalhar em conjunto”, afirma.

O primeiro lugar elaborou um dispositivo que se encaixa em patches e traz informações de identificação pessoal e pagamento, prático e fashion para ser usado no dia a dia. O evento foi realizado no Istituto Europeo di Design (IED) São Paulo, nos dias 10 e 11 de dezembro. Foram selecionados 44 participantes entre os 235 inscritos.

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