Estudos sobre manejo de floresta ganham laboratório em Itatinga

Estação experimental da USP inaugura Laboratório de Silvicultura e Hidrologia Florestal

Por - Editorias: Universidade
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O foco principal da estação é a pesquisa em engenharia florestal – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A Estação Experimental de Ciências Florestais (EECFI) de Itatinga, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, ganhou um Laboratório de Silvicultura e Hidrologia Florestal. O espaço será utilizado por professores e estudantes envolvidos com experimentos florestais instalados no local.

A silvicultura estuda o planejamento e o gerenciamento dos processos de melhoramento e manejo de florestas. Busca a melhor forma de plantar e produzir mudas, evitar pragas e doenças que possam atacar as florestas e controlar a qualidade da madeira.

O chefe do Departamento de Ciências Florestais, professor Hilton Thadeu Zarate do Couto, falou da importância do laboratório. “Esse laboratório dará apoio aos estudos desenvolvidos aqui, a fim de que possamos processar o material de estudo. Na prática, o material – folhas, galhos, raízes, amostras de solos – será seco, moído, embalado e identificado antes de seguir para Piracicaba.”

Ele ainda reforçou a importância da EECFI. “Existe a vontade do nosso departamento de abrir esse espaço e que seu uso se torne cada vez mais eficiente tanto para comunidade interna como para a sociedade.”

A inauguração do laboratório, realizada no dia 30 de junho, fez parte da atividade Casa Aberta em Itatinga. A iniciativa  do Departamento de Ciências Florestais, com apoio da diretoria da instituição, é para que a comunidade USP conheça melhor a Estação Experimental de Itatinga.

Outros projetos

Atualmente, na estação, há duas iniciativas em andamento sob coordenação do Departamento de Ciências Florestais. Uma delas é o projeto Mosaico Agroecológico e Florestal na Estação Experimental de Itatinga.

A partir do levantamento de informações com a comunidade local, emergiu a necessidade de um mosaico agroflorestal que ocupará uma área de 100 hectares. “Esse espaço será utilizado sob a perspectiva agroflorestal e agroecológica, respeitando o ambiente, a partir do uso diversificado a realizado em parceria entre instituições técnicas e produtores familiares locais. A proposta é conciliar produção agroecológica, comercialização, educação profissionalizante, extensão e pesquisa universitária”, explicou o professor Marcos Sorrentino, coordenador do projeto.

Outra ação realizada no local é o projeto Restauração da Microbacia do Ribeirão Forquilha. A ideia é avaliar os efeitos da restauração florestal nos serviços de regulação hidrológica e testar a metodologia de restauração de baixo custo e a possibilidade de retorno financeiro ao produtor rural. O projeto é coordenado pelo professor Silvio Ferraz, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Laboratório de Silvicultura e Hidrologia Florestal está instalado na estação experimental – Foto: Gerhard Waller/Esalq

Estações experimentais

A Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga foi fundada em julho de 1988, quando a Esalq recebeu como doação do governo do Estado de São Paulo um antigo horto florestal da extinta Ferrovia Paulista S.A., Fepasa. A área total é 2.124 hectares, descontando a área da Rodovia Presidente Castelo Branco que corta a região norte da propriedade. Ela se distancia 6 km do centro urbano da cidade de Itatinga e 160 km do Campus Luiz de Queiroz, em Piracicaba.

Desde a sua fundação, a estação experimental é utilizada para o ensino, pesquisa e extensão universitária. Regularmente são realizadas aulas práticas dos cursos de graduação e de pós-graduação da Esalq e de outras instituições de ensino, como Unesp, FAIT, UFPR, colégios técnicos, entre outras.

Além de Itatinga, a USP possui outras duas estações experimentais: uma na cidade de Anhembi, também usada para a área de ciências florestais, e outra na cidade de Anhumas, voltada para a genética das plantas.

Para o diretor da Esalq, professor Luiz Gustavo Nussio, as estações experimentais fazem parte do patrimônio da Universidade que precisa ser valorizado. “Esses espaços necessitam ser preservados por todos os departamentos, a fim de atrairmos o interesse de outras linhas de pesquisas além das ciências florestais, como ocorre aqui em Itatinga”, afirmou.

Com informações de Caio Albuquerque, da Divisão de Comunicação da Esalq

 

 

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