Escola de verão aprimora a metodologia nas ciências humanas

Associação internacional de ciência política oferece cursos para aprimorar os métodos das pesquisas brasileiras

Por - Editorias: Universidade
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Pôsteres exibidos na 9° IPSA – Summer School da FFLCH – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Proporcionar o acesso e melhorar a formação dos pesquisadores na escolha de suas técnicas científicas nas ciências humanas. Essas foram as propostas da nona edição da Escola de Verão em Conceitos, Métodos e Técnicas em Ciências Políticas e Relações Internacionais (IPSA-USP Summer School), ocorrida de 8 a 26 de janeiro, no campus Cidade Universitária da USP, em São Paulo.

A escola ofereceu uma série de aulas e palestras sobre novas metodologias de pesquisa em ciências sociais, desenvolvidas em países como Estados Unidos, Inglaterra, Brasil e França.

A iniciativa é uma parceria entre a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, o Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP e a International Political Science Association (IPSA). As três semanas de cursos abordaram temas de metodologia quantitativa e qualitativa que aprimoram a pesquisa acadêmica em ciências sociais, ciências políticas e relações internacionais. 

A IPSA-USP Summer School faz parte de uma rede de escolas de métodos. Ela é a maior delas e foi a primeira a ser fundada, em 2010. A sua realização contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o que permitiu a vinda de alunos de 15 países diferentes e de outros Estados brasileiros.

“A ideia de ensinar métodos e a metodologia em ciências sociais é a de aumentar a confiabilidade nos resultados das pesquisas”, explicou Allyson Benton, uma das acadêmicas internacionais que vieram à USP para a Summer School. Segundo a pesquisadora, se os métodos de pesquisa não forem adequados, não se poderá confiar nos resultados.

“A cada dia, temos mais dados sobre o que as pessoas fazem ou pensam, mas para entender como usá-los, você precisa aprender os métodos por  trás deles para entender o que de fato está acontecendo na sociedade”, afirma Guy Whitten, autor do livro Fundamentos da Pesquisa em Ciência Política e professor no Texas A&M University.

Guy Whitten (Texas A&M University) durante curso  – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

A metodologia de um estudo é o que o valida como cientificamente confiável, uma vez que adequa a análise dos dados à área estudada e, assim, permite uma interpretação cada vez mais fidedigna do que eles representam.

Segundo Lorena Barberia, professora do Departamento de Ciência Política da FFLCH e coordenadora da IPSA, as áreas de ciência política e relações internacionais no Brasil apresentam algumas deficiências notáveis com relação ao emprego de métodos qualitativos, quantitativos e mistos, as quais têm sido documentadas em livros, artigos, teses e dissertações produzidas no âmbito da disciplina.

“A IPSA-USP Summer School tem um papel fundamental no aperfeiçoamento da formação de pesquisadores qualificados na área de ciência política e também na área de relações internacionais, que trazem como resultado uma pesquisa de melhor qualidade e internacionalmente competitiva”, afirma a professora.

 

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