Equipe da USP é premiada em competição mundial de bioengenharia

Estudantes se destacaram com projeto para combater doenças transmitidas por mosquitos

Por - Editorias: Universidade
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Equipe da USP forma a palavra “iGEM”  – Foto: Divulgação

Entre os dias 9 e 13 de novembro, equipes do Brasil apresentaram seus projetos de biologia sintética na competição mundial International Genetically Engineered Machine Competition (iGEM), realizada em Boston, nos Estados Unidos.

Com um projeto para combater doenças transmitidas por mosquitos, um grupo da USP levou o ouro.  Não chega a ser uma competição no sentido mais estrito, já que as medalhas são distribuídas a vários grupos. “Todos aqueles que cumprem com perfeição a totalidade dos requisitos ganham o ouro”, explica Rafael Silva Rocha, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e um dos orientadores da equipe. Um desses requisitos é a colaboração, inclusive entre equipes, o que elimina uma parte do espírito competitivo.

O projeto do grupo da USP ganhou o nome de BioTrojan, em referência ao cavalo de Troia da mitologia grega. A ideia é modificar bactérias que possam habitar o sistema digestivo de mosquitos. Ao detectar a presença de patógenos causadores de doenças como mal de Chagas, malária ou dengue, elas liberariam um parasiticida que os eliminaria.

No prazo exíguo de menos de um ano que delimita a competição, não foi possível levar o projeto a termo, como é habitual. “Eles conseguiram construir e validar o circuito e mostrar em um sistema in vitro que ele funciona para detectar uma combinação de ferro e lactato, marcadores indiretos para a presença dos parasitas”, explica Silva Rocha. Eles também testaram duas bactérias: a mais comum em laboratórios, E. coli, e uma residente habitual do intestino de mosquitos, Pantoea agglomerans, e viram que ambas têm potencial para funcionar.

“É a quinta vez que a USP participa e é o nosso segundo ouro”, comemora o professor, que considera ter um papel limitado no resultado. “Estamos à disposição para esclarecer dúvidas, mas o projeto é dos alunos e eles fazem tudo”, conta. Os estudantes da equipe alugaram uma chácara onde passavam fins de semana, usando suas horas vagas para discutir ciência e avançar no projeto. Estar fora do ambiente acadêmico pode ser uma vantagem para estimular a criatividade, para o professor. “Não é um território marcado.” Ele ressalta o apoio da USP para a participação, que começa com a taxa de US$ 5 mil de inscrição da equipe.

Maria Guimarães / Revista Pesquisa Fapesp, com edição do Jornal da USP (Leia aqui a matéria na íntegra)

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