Em Santos, pesquisadores discutem alternativas para gerenciamento de esgoto

Relatório aponta que o litoral de São Paulo tem uma população de mais de 2 milhões de pessoas e só atinge uma taxa de coleta de águas residuais de 56% em média

Por - Editorias: Universidade
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2016 10 31 esgoto
Efluentes têm oceano como destino final – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A qualidade das águas costeiras é sempre influenciada pelas condições de saneamento básico das cidades litorâneas. Isso se deve ao fato de que, nas regiões costeiras, os efluentes, tanto domésticos quanto industriais, têm como destino final o oceano, seja através de canais naturais, rios costeiros ou diretamente nas praias, muitas vezes sem tratamento prévio.

Pensando nisso, o professor Jayme Pinto Ortiz, da Escola Politécnica (Poli) da USP, e o engenheiro Américo de Oliveira Sampaio, da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo coordenam o Seminário Internacional Qualidade das Águas Costeiras – International Workshop on Coastal Water Quality, a ser realizado nos dias 3 e 4 de novembro, em Santos. “O objetivo principal é obter contribuições relevantes para o processo de tomada de decisão relacionado à seleção de alternativas para sistemas de gerenciamento de esgoto em cidades costeiras”, explicam os coordenadores do evento.

A parceria entre a Poli e a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos trará vários pesquisadores nacionais e internacionais reconhecidos na área para expor e debater trabalhos focados em temas como descarga de efluentes sanitários, projeto e construção de emissários submarinos, balneabilidade, rios costeiros, sistemas de drenagem de cidades costeiras, legislação ambiental e impacto ambiental. Com isso,  pretende-se apresentar pontos de vista diversos sobre a qualidade das águas costeiras e a disposição de esgotos sanitários através de emissários submarinos.

De acordo com o Relatório de Balneabilidade de 2011, o litoral de São Paulo tem uma população de mais de dois milhões de pessoas, que pode duplicar-se no verão e só atinge uma taxa de coleta de águas residuais de 56% em média. Nos últimos anos, os investimentos do governo de São Paulo e do Banco do Japão têm permitido uma melhora significativa nas taxas de coleta e no tratamento de águas residuais na costa de São Paulo. “No entanto, continua a ser necessário melhorar as alternativas técnicas, com uma mais ampla visão do problema”, explicam os coordenadores do evento.

O primeiro dia do seminário terá a participação dos pesquisadores convidados para a apresentação das suas pesquisas e das suas experiências. Dentre os convidados nacionais o evento contará com a presença de professores da USP, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Santa Cecília (Unisanta), e de especialistas da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). Dentre os  convidados internacionais o evento contará com a presença de professor do Georgia Institute of Technology (EUA), de consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de engenheiro do Ingeniería Creativa Pita (Increa, Espanha).

No segundo dia, ocorrerão várias palestras e painéis para a discussão dos temas tratados com a participação de representantes da Secretaria do Meio Ambiente de Santos, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), da Sabesp, de Prefeituras do litoral paulista , dentre outros convidados.

O evento será sediado no Teatro Guarany, na Praça dos Andradas, 100, no bairro do Centro da cidade de Santos. Inscrições devem ser feitas neste site.

Da Assessoria de Comunicação da Poli

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