Campus de Ribeirão Preto terá vacinação contra febre amarela

Campanha será de 6 a 10 de fevereiro, das 8 às 14 horas, no Centro de Educação Física, Esporte e Recreação

Por - Editorias: Comunidade USP
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Foto: Juliane Guez/ PMPA/Fotos Públicas
Funcionários, alunos, professores poderão tomar a vacina durante a campanha – Foto: Juliane Guez/ PMPA/Fotos Públicas

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De 6 a 10 de fevereiro, das 8 às 14 horas, haverá vacinação contra febre amarela no campus da USP em Ribeirão Preto. Alunos, professores, funcionários da USP e de órgãos e instituições que funcionam dentro da Universidade serão o público-alvo. Todos deverão apresentar a carteira de vacinação, mas a falta do documento não os impedirá de receber a dose. A sala de vacinação vai funcionar no Centro de Educação Física, Esporte e Recreação (Cefer) da Prefeitura do Campus (PUSPRP).

Segundo Luzia Marcia Romanholi Passos, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde e Planejamento, o campus em Ribeirão Preto é considerado área de risco por sua grande massa florestal. “A USP é um local de preocupação pelo grande número de pessoas circulando e a presença de macacos, animal sentinela de circulação viral.”

Luzia lembrou ainda que, recentemente, Ribeirão Preto teve a comprovação da presença do vírus da febre amarela em três macacos e, em dezembro, houve a confirmação da morte de uma pessoa na cidade vítima da doença. “A vacina é uma das ações preventivas e de grande eficácia. Já temos 75% da população com cobertura da vacina, mas não podemos esquecer que a cidade tem uma população flutuante muito grande.”

Dentro dessa população flutuante, a diretora lembra dos alunos da USP. “Muitos vêm de áreas que não são consideradas de risco e, por isso, não foram imunizados.”

Carteira de vacinação na matrícula

Preocupado com surto de febre amarela, o prefeito do campus, professor Américo Ceiki Sakamoto, solicitou aos diretores de unidades de ensino da USP em Ribeirão Preto que incluam na documentação de matrícula dos calouros deste ano a apresentação da carteira de vacinação.

Também fez parceria com a prefeitura da cidade para a campanha de vacinação aos usuários do campus e solicitou ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) levantamento sobre a situação de imunização dos funcionários. “A intenção é ajudar na organização da vacinação que será oferecida pelo Departamento de Vigilância em Saúde e Planejamento da prefeitura municipal. Vamos disponibilizar local e pessoal para ajudar nessa ação”, adianta o professor.

De acordo com informações do SESMT, mais de 400 funcionários estão com a segunda dose da vacina da febre amarela atrasada ou não apresentaram a carteira de vacinação solicitada no exame periódico. Segundo a engenheira de segurança do trabalho Sandra Marcia de Castro, responsável pelo SESMT da USP em Ribeirão Preto, nos treinamentos oferecidos aos membros das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs), um dos tópicos abordados é a importância das imunizações, mas não há como obrigar os funcionários a manterem em dia a carteira de vacinação.

Febre amarela

Dados do Ministério da Saúde indicam que até dia 26 de janeiro foram registrados 550 casos suspeitos de febre amarela no Brasil. Desses, 72 foram confirmados e 23 descartados; 455 continuam em análise. Foram confirmados 40 óbitos e 65 estão sob investigação. Minas Gerais é o Estado com maior número de registros, mas Espírito Santo, Bahia, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal também aparecem na lista.

A febre amarela, segundo o professor Benedito Lopes da Fonseca, do Laboratório de Virologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, é uma doença aguda, transmitida na forma silvestre, ou seja, nas matas, pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Já na área urbana a transmissão é pela picada do Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, zika e chikungunya.

“Entre três e dez dias depois da picada, a pessoa se torna doente e os sintomas são muito parecidos com os da dengue: febre alta, cansaço, dor de cabeça, náuseas. A maioria dessas pessoas ficará bem depois de quatro ou cinco dias, mas uma pequena porcentagem vai desenvolver a forma grave da doença”, alerta o virologista.

O professor diz que na forma grave os doentes apresentam sangramento na pele, no pulmão, no sistema nervoso, além de uma hepatite importante, por isso as pessoas ficam amarelas. “Mais de 50% das pessoas que desenvolvem a forma grave da doença vão a óbito.” Ainda segundo Fonseca, não existe um grupo de risco em particular, mas, como na dengue, as pessoas que têm alguma doença prévia têm chance maior de evoluir para a forma grave. “Os cuidados devem ser redobrados com crianças muito pequenas e com idosos que ainda não foram vacinados; eles também têm chance maior de evoluir para a forma mais grave” conclui.

Lembra o virologista que a forma mais eficaz de combater a febre amarela é tomando a vacina.

ORIENTAÇÕES – VACINA CONTRA FEBRE AMARELA

ESQUEMA: duas doses para a vida toda

Em crianças, a primeira dose é aplicada a partir de 6 meses de idade em áreas de risco. Essa dose deve ser repetida aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos.

Em adultos deve haver um intervalo de dez anos entre as doses.

CONTRAINDICAÇÕES:

Gestantes

Mulheres que estão amamentando crianças menores de 6 meses

Pessoas com imunossupressão

Pessoas com alergia grave a componentes da vacina e a ovo

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Rosemeire Soares Talamone, de Ribeirão Preto

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