Campus de Ribeirão Preto recolhe 30 toneladas de recicláveis por mês

Em 20 anos de coleta seletiva, a USP em Ribeirão Preto implantou 43 ecopontos de coleta

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Foto: Divulgação/USP Recicla/RP
Um dos ecopontos de coleta no campus da USP em Ribeirão Preto – Foto: Divulgação/USP Recicla/RP

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Em 20 anos de coleta seletiva, a USP em Ribeirão Preto implantou 43 ecopontos de coleta, todos em funcionamento. São recolhidos, mensalmente, cerca de 30 toneladas de recicláveis que são doados para a Cooperativa Mãos Dadas, entidade social da cidade. O trabalho é coordenado pelo Programa USP Recicla do campus local, vinculado à Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP.

Os gestores do programa distribuem caixas de papelão para a separação de recicláveis nas áreas administrativas e nas salas de aulas. Já para as copas e corredores são distribuídos recipientes azuis de plásticos já identificados. As equipes de limpeza, que trabalham no campus, também são orientadas para coletar os materiais recicláveis das caixas em sacos azuis. Até a coleta, que ocorre três vezes na semana, eles ficam provisoriamente armazenados nos ecopontos.

Esse material é levado para uma central de triagem da Cooperativa Mãos Dadas. O cuidado com os recicláveis também envolve o caminhão de coleta. Recentemente, dois dos 43 ecopontos mudaram de lugar para facilitar o acesso desse caminhão e, ainda, para organizar o local e diminuir risco de acidentes.

“O material, em sua maioria, é muito bom e quase 100% é aproveitado”, diz Carlos Roberto, cooperado e diretor financeiro da Cooperativa Mãos Dadas. A presidente da organização, Iraci Pereira, afirma que a parceria é muito positiva e quer que continue por muitos anos.

Outros rejeitos

Os rejeitos não recicláveis das Unidades de Ensino e Órgãos de Apoio são enviados e coletados por uma empresa contratada pela Prefeitura Municipal que os transporta até o aterro sanitário na cidade de Guatapará.

De acordo com a Pesquisa Ciclosoft 2016, realizada pela organização sem fins lucrativos Compromisso Empresarial Para Reciclagem (Cempre), apenas 1.055 municípios brasileiros, ou seja 18%, operam programas de coleta seletiva. O trabalho, geralmente, é feito por cooperativas de catadores, prefeituras municipais, entidades ou sucateiros que encaminham os materiais para reciclagem ou tratamento alternativo.

“Diante desse quadro, a manutenção e ampliação da coleta seletiva se torna fundamental”, avalia Daniela Sudan, educadora da SGA de Ribeirão Preto. A coleta seletiva, segundo Daniela, reinsere a matéria-prima na produção, diminui a extração de novos materiais de ambientes naturais, otimiza o consumo de energia e água nos processos industriais, aumenta a vida útil de aterros sanitários e reduz gastos públicos.

Como separar os materiais

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é ou não reciclável. Resíduos sólidos podem ser reutilizados e reciclados, todos os materiais devem estar secos e limpos desde a separação. As embalagens recicláveis são as de plástico, vidro e metal, como caixas, potes, latas, vasilhames, frascos, tubos e canos, além dos papéis de revistas, folhas e caixas. Cacos de vidro também podem ser reciclados, mas protegidos em caixas para que os catadores não se machuquem no processo.

20161005_02_uspreciclaRestos alimentares também podem ser reciclados com a compostagem caseira. Para saber mais sobre a técnica e a compostagem no campus de Ribeirão, confira esta reportagem.

Muitos são os rejeitos não recicláveis ou de difícil reciclagem. Alguns exemplos são: papel carbono ou plastificado, isopor, plástico de embalagem de salgadinhos, espelho, lâmpada incandescente, esponja de aço, cerâmica e porcelana, espuma, lenço e guardanapo de papel usado, papel higiênico e fraldas descartáveis.

Não devem ser separados para a coleta seletiva: móveis quebrados, lâmpadas fluorescentes, entulho, pneus e pilhas. Eles possuem tratamentos e disposições específicos. Por exemplo, informe-se sobre as áreas autorizadas para descarte de entulho, madeira e móveis quebrados na Coordenadoria de Limpeza Urbana (CLU).

Como implantar a coleta seletiva?

O primeiro passo é repensar a geração de lixo, saber quais são os resíduos produzidos. São recicláveis? O segundo passo pede que a pessoa saiba classificar o que é reciclável, rejeito e outros materiais. O terceiro passo orienta sobre o melhor local para o armazenamento dos recicláveis, pensado de acordo com a quantidade de resíduos gerados.

No quarto passo, é preciso saber se o município realiza a coleta seletiva, como cooperativas de catadores ou outras organizações. Assim, o interessado faz o mapeamento na região. A recomendação é que busque por cooperativas ou associações que zelam pelo trabalho digno dos catadores.

Já na central de triagem ou em sucateiros, os materiais são separados por coloração, qualidade, composição; são prensados e enfardados. E, no sexto passo, o material é enviado para as indústrias recicladoras.

O programa USP Recicla pautado nos 3Rs enfatiza a importância de reduzir o consumo e desperdício do materiais. Depois, pensar na reutilização, e, somente no final, antes de descartar, realizar a reciclagem.

Confira o folheto on-line do USP Recicla sobre coleta seletiva.

Mais informações: (16) 3315-3584 ou recicla.rp@usp.br

Giovanna Grepi/ Serviço de Comunicação Social do Campus de Ribeirão Preto

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