Alunos do ensino médio desenvolvem projetos de pesquisa na Poli

Programa de Pré-Iniciação Científica da Escola Politécnica (Poli) da USP expandirá em 2017

Por - Editorias: Universidade, Extensão
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Alunos, professores e docentes da Poli comemoram encerramento das atividades do Programa de Pré-Iniciação Científica – Foto: Assessoria de imprensa da Poli

Durante dez meses, 34 alunos de seis escolas de ensino fundamental públicas e particulares tiveram a oportunidade de desenvolver projetos científicos dentro da maior universidade da América Latina. Eles participaram do Programa de Pré-Iniciação Científica (Pré-IC) da Escola Politécnica (Poli) da USP. Eles participaram de aulas teóricas e práticas em laboratório. O objetivo da iniciativa é despertar e incentivar a vocação científica entre estudantes do ensino médio e profissional.

No ano que vem, mais duas escolas serão atendidas. O início das aulas está previsto para 10 de março e cada escola será responsável pela escolha dos alunos que participarão do Programa de Pré-Iniciação Científica. A ampliação é consequência dos bons resultados que o projeto vem colhendo. Desde sua criação, em 2014, já passaram 80 alunos pela atividade.

As competências adquiridas pelos alunos do Pré-IC ficaram evidentes nas apresentações dos projetos. Os estudantes da escola Santo Dias da Silva, por exemplo, trabalharam conceitos de Engenharia de Transportes, avaliando a disponibilidade de algumas das tecnologias de sistemas globais de posicionamento e fazendo experimentos para testar receptores e avaliar os sensores de veículos autônomos. Também estudaram algoritmos bug, usados em programação para que objetos ou dispositivos robóticos consigam chegar a um local sem serem previamente programados.

Os alunos da escola José Marcato estudaram alguns dos materiais mais utilizados na construção civil: os cimentícios. Eles trabalharam com uma argamassa que eles mesmos fizeram, produzindo 12 corpos de prova. O objetivo foi estudar a influência do aditivo na densidade do produto e comparar o desempenho das argamassas na construção de pilares.

Já os participantes da escola José Fernando Abbud trabalharam com modelagem computacional. Diante da perspectiva de escassez de mão de obra para a construção civil, eles desenvolveram equipamentos para automatizar o campo de obra. Os estudantes chegaram a prototipá-los, em pequena escala, usando impressora 3D.

Os alunos do Colégio Renascença, por sua vez, desenvolveram um sistema automatizado de transporte de fármacos para o Hospital da USP. Os estudantes projetaram, em computador, uma esteira com duas rampas, equipada com um braço mecânico, que separa os remédios tarja preta dos demais depois da leitura dos sensores de cor e ultrassom. Cada remédio vai para o local correto de armazenagem pela esteira.

Coube à escola Anecondes Alves Ferreira desenvolver um projeto em análise e mitigação de falhas em processos industriais. Eles fizeram uma pesquisa em uma indústria produtora de vidro. Dentro da planta, selecionaram o equipamento mais crítico das etapas de produção, o forno e o risco de explosão no reservatório de gás. Simularam um acidente em uma placa com sensores e utilizaram várias técnicas de análise de risco para verificar como e quais funcionariam melhor na situação. Um segundo grupo dessa escola desenvolveu um protótipo para automatizar a coleta de dados para um dispositivo de assistência ventricular. O objetivo foi otimizar o tempo e o esforço dos pesquisadores envolvidos em estudos nesse tema.

Aposta no potencial

No último dia 2 de dezembro, foi realizada a cerimônia de encerramento da edição de 2016 do programa. O diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira, incentivou os participantes do Pré-IC a continuarem dedicados aos estudos. “O Brasil tem várias coisas de primeiro mundo e uma delas são universidades públicas gratuitas e de excelência. Pensem nessas universidades, nas diversas áreas de formação, vocês são capazes de estar nesta Universidade e em outras gratuitas”, disse. “Se esforcem, tomem posse delas. É difícil entrar, sim, mas estudem, trabalhem, pois é possível”, acrescentou.

Ele enfatizou a importância do Pré-IC como atividade que ajuda a Poli a cumprir seu papel social. “Nossa escola tem três patrimônios: o físico, o intelectual e o moral, que nos coloca entre as melhores escolas de engenharia do mundo. O Pré-IC deixa esse patrimônio moral muito evidente porque aqui temos professores e funcionários da Poli dedicados a uma atividade que exercem sem buscar ganho institucional, o fazem de forma voluntária, pensando no benefício à sociedade”, destacou.

A professora Mércia Bottura de Barros, do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), coordenadora do Pré-IC, comentou a alegria da equipe de docentes e funcionários da Poli em receber e trabalhar com os alunos ao longo do ano. “Estamos vendo os bons frutos do programa e isso nos motiva a continuar”, afirmou. O professor Diolino José dos Santos Filho, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR), que atua como orientador no Pré-IC, também destacou os impactos positivos para os docentes das escolas participantes, já que também são desenvolvidas atividades para ajudá-los no desenvolvimento de sua profissão.

Respaldo institucional

A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) apoia o programa desde o final de 2013 e voltou a conceder bolsas para os participantes da edição de 2016. A coordenação geral do programa é da Diretoria da Poli e a gestão, da Assistência Técnica de Pesquisa, Cultura e Extensão e seu Serviço de Pesquisa.

Da Assessoria de imprensa da Poli

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