Metodologia científica é tema do “USP Analisa”

Programa recebe nesta semana a professora da Unaerp Dioneia Monte Serrat

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A metodologia científica é um conjunto de procedimentos utilizado por pesquisadores como uma espécie de guia para a construção do conhecimento. Mas será que sua utilização no ensino básico poderia trazer benefícios aos estudantes? Para discutir esse tema, o USP Analisa desta semana conversa com a pesquisadora do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp e docente da Unaerp Dioneia Motta Monte Serrat.

Para ela, esse contato com a metodologia científica pode ser interessante, mas apenas para os últimos anos do ensino básico, já que exige um raciocínio mais específico por parte do estudante. “Ela está relacionada ao raciocínio silogístico, que é o raciocínio mais sofisticado que o ser humano desenvolve. Na metodologia científica, partirmos de algo abstrato articulado a algum fato da realidade para chegar a uma conclusão. Para uma criança no início do desenvolvimento, talvez não caiba essa aproximação”.

Dioneia, que também ministra cursos de capacitação docente, destaca que os profissionais ligados ao ensino precisam deixar de ser apenas transmissores de conteúdos e trabalhar de uma forma mais integrada. “É importante que eles deem aos alunos uma educação mais problematizadora. Isso faz toda diferença entre aquele aluno que obtém uma informação, que tem conhecimentos pontuais de determinados assuntos, e aquele que consegue relacionar áreas e conteúdos. Nossa realidade não é compartimentada. Essa segmentação de assuntos decorre da didática”, explica.

A docente destaca ainda que, diante da infinita quantidade de informações trazidas por dispositivos eletrônicos, o professor acaba tendo um papel de tutor. “Esses dispositivos trazem muitas opções e abrem o conhecimento para o aluno. Se ele tem uma base de conhecimento que lhe dê segurança, vai se sair melhor que o aluno despreparado que só pega informações e tenta colocar no texto. É o papel do professor ensinar que caminho escolher, que informação deve ser descartada”.

Por: Thais Cardoso, da Assessoria de Imprensa do IEA-RP

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