Investimentos no mercado esportivo são tema do USP Analisa

Entrevistados destacam necessidade de profissionalizar a gestão no esporte e os bons resultados no setor apesar da crise

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Responsável por pelo menos 1,9% do PIB brasileiro em 2016, o mercado esportivo vem crescendo de forma expressiva nos últimos anos no País. Mas será que as empresas estão fazendo as apostas corretas nesse setor? Para falar sobre esse tema, o USP Analisa desta semana traz o professor da Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP Paulo Sérgio Miranda Mendonça e o representante da startup esportiva Vai Dar Jogo, Felipe Lira.

Segundo Mendonça, mesmo com a crise financeira que o Brasil ainda atravessa, vários setores do esporte continuaram recebendo investimentos de empresas, porém é preciso profissionalizar a gestão no esporte para chegar a um patamar melhor. “Há estudos que mostram que nós poderíamos triplicar o investimento no esporte só com a profissionalização da gestão das entidades esportivas, tornando o produto muito mais atraente para as marcas. Hoje, com toda essa situação, as marcas investem milhões no esporte. Imagina se nós tivéssemos governança corporativa muito mais estabelecida?”, questiona ele.

Apesar da crise, a equipe de Felipe decidiu se arriscar no mercado esportivo com a criação da startup Vai Dar Jogo, que organiza campeonatos amadores de futebol, e não se arrepende. “A ideia surgiu do espírito empreendedor dos sócios fundadores, atrelada à paixão pelo futebol. Eles enxergaram um mercado no qual não havia uma oferta e, se havia, ela era muito defasada perto daquilo que a demanda exigia. Hoje a gente atua em Ribeirão Preto, Campinas e Belo Horizonte com mais de 6 mil atletas inscritos e temos previsão para atuar em mais 17 cidades até o final de 2019”, conta.

A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto às sextas-feiras, a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo às quartas-feiras, a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Por: Thaís Cardoso, do IEARP

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