Inteligência artificial no cotidiano

Programa USP Analisa desta semana entrevista o professor do ICMC-USP Fernando Santos Osório

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Prof. Fernando Osório – Foto: Gabriel Soares

Nos carros, nos aviões, na palma de nossas mãos e até mesmo nos aspiradores de pó. A inteligência artificial está cada vez mais presente no dia a dia, facilitando a vida das pessoas e influenciando a sociedade positiva ou negativamente. Para debater as consequências da inserção de robôs e máquinas inteligentes na vida da população, o USP Analisa desta semana traz o docente do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP Fernando Santos Osório.

Ao contrário do que muitos filmes de ficção científica apresentam, é praticamente impossível criar robôs com o mesmo grau de consciência dos seres humanos. “Gosto muito de diferenciar inteligência de consciência. Um ser pode ser inteligente, porém não tem consciência de suas ações e até de sua tomada da decisão. Ele faz isso para reagir e resolver determinada situação. O ser humano, esse sim, busca dar um sentido à vida, ter conforto, saúde, condições econômicas favoráveis”, explica Osório.

O professor aborda também as mudanças produzidas no mercado de trabalho pela inserção da tecnologia, mas ressalta que elas têm um caráter positivo. “São mudanças que vão dar um ganho do ponto de vista de qualidade de vida, social e têm o interesse de melhorar a vida das pessoas. É claro que vai causar uma realocação dessas pessoas, porém quem vai decidir se é desemprego ou recolocação é o patrão. A robótica não é a causadora do desemprego, mas a ganância de algum empresário pode ser”.

Osório ressalta também a importância do estímulo ao contato dos estudantes com a tecnologia para estimulá-los a perceber o conhecimento científico como algo interessante, conceito presente na Olimpíada Brasileira de Robótica, uma das principais iniciativas da área no País.

“Quando você pega a física e a matemática, aquelas fórmulas que antes não faziam sentido, quando você aplica concretamente sobre um objeto, sobre o mundo real, essas fórmulas ganham sentido e os alunos descobrem que o que eles não gostavam era a ‘decoreba’, a maneira como a matéria era apresentada, e não a matéria em si”, diz.

A entrevista vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta, 2 de junho, a partir das 12 horas, e na Rádio USP São Paulo na quarta-feira, 7 de junho, a partir das 21h. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Mais informações: thcardoso@usp.br

 

Por: Thaís Cardoso

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