As mulheres de Bach são destaque em “Manhã com Bach”

Maria Barbara e Anna Magdalena tiveram forte influência na vida e na obra de Johann Sebastian Bach

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As duas mulheres com que o compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750) foi casado ao longo dos seus 65 anos de vida foram destaque do programa Manhã com Bach, transmitido nos dias 19 e 20 de agosto de 2017 pela Rádio USP (93,7 MHz). Ouça nos links acima a íntegra do programa.

O programa deu informações sobre as mulheres do compositor – Maria Barbara e Anna Magdalena – e apresentou três músicas de alguma forma relacionadas com elas: a Sonata em Ré Maior (BWV 963), para cravo – composta em 1707, em Arnstadt, cidade em que Maria Barbara e Bach se conheceram -, a Suíte Francesa Número 5 (BWV 816) – que consta do primeiro volume de Clavier-Büchlein für Anna Magdalena Bach, “Livrinho de Teclado para Anna Magdalena Bach”, que o compositor dedicou à sua segunda esposa – e a cantata Meinem Jesum lass ich nicht, “Eu não deixarei o meu Jesus” (BWV 124), criada em 1725, em Leipzig, cidade onde Bach e Maria Magdalena viveram por 27 anos.

A primeira mulher de Bach, Maria Barbara, ficou casada com ele durante 13 anos, de 1707 até a sua morte, em 1720, e a segunda, Ana Magdalena, foi sua companheira por 28 anos e meio, desde 1721 até a morte do compositor, em 1750.

Nos 13 anos em que viveu com Bach, Maria Barbara deu à luz sete filhos, dos quais três faleceram com poucos dias ou meses de vida. Dos quatro filhos que sobreviveram até a idade adulta, dois se tornaram grandes músicos: Wilhelm Friedemann Bach, que ocupou o cargo de diretor de música na cidade de Halle e foi celebrado como um dos grandes organistas da Alemanha, e Carl Philipp Emanuel Bach, que trabalhou por 28 anos na corte de Frederico, o Grande, rei da Prússia, depois se tornou diretor de música em Hamburgo, cargo antes ocupado pelo grande compositor alemão George Philip Telemann, e exerceu forte influência sobre músicos como Joseph Haydn.

Em julho de 1720, quando trabalhava na corte de Köthen, Bach viajou a serviço do príncipe Leopold, seu patrão na época. Quando voltou da viagem, soube que Maria Barbara tinha morrido repentinamente. Agora ele era um homem viúvo, com quatro filhos para criar.

Já Anna Magdalena Bach era dezesseis anos mais nova que Bach e trabalhava como cantora na corte de Köthen, onde Bach era o diretor de música. Nascida também numa família de músicos, ela era filha de um trompetista e neta de organista.

Bach e Anna Magdalena se casaram no dia 3 de dezembro de 1721, em Köthen, um ano e meio após a morte de Maria Barbara. Em 28 anos de casamento, Bach e Anna Magdalena tiveram 13 filhos, dos quais sete morreram na juventude. Dos seis que viveram até a maturidade, dois se tornaram grandes compositores: Johann Christoph Friedrich Bach, que por toda a vida foi músico na corte de Bückeburg, na Alemanha, e Johann Christian Bach, o único dos filhos de Bach que fez carreira fora da Alemanha, viveu em Milão e Nápoles, na Itália, depois em Londres, na Inglaterra, e se tornou um dos criadores do estilo clássico vienense, influenciando inclusive o jovem Wolfgang Amadeus Mozart.

Anna Magdalena ajudava muito o marido em seu trabalho como músico. É certo que ela passava horas copiando partituras. Mas parece que não foi só isso. Pesquisas recentes indicam que ela pode ter ajudado Bach a compor algumas obras, entre elas a ária das Variações Goldberg (BWV 988). Anna Magdalena Bach morreu em 1760, aos 58 anos de idade, dez anos depois da morte de Bach.

O programa Manhã com Bach vai ao ar sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, pela Rádio USP (93,7 MHz).

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