Aconselhamento genético do câncer no “Saúde sem Complicações”

O aconselhamento está ligado à possibilidade de ocorrência de câncer por fatores genéticos

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Victor Ferraz e Milena Santos – Foto: Gabriel Soares

No Saúde sem Complicações desta semana os professores Victor Evangelista de Faria Ferraz, do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), e Milena Flória Santos, do Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), ambas da USP, falam sobre o aconselhamento genético do câncer, um processo de comunicação ligado à possibilidade de ocorrência de um distúrbio genético em uma família, no caso, o aparecimento do câncer.

Segundo o professor Ferraz, o aconselhamento é importante para aqueles que estão na chamada “bandeira vermelha”, que são os grandes alertas, como, por exemplo, vários diagnósticos na família. “Nesse caso é preciso que profissionais da saúde e a própria população fiquem atentos para a predisposição ao câncer.” Outra situação, diz, é quando o câncer aparece no paciente antes da idade comum. Entretanto, o professor revela que é importante tirar dúvidas e ter esclarecimento sobre a possibilidade de aparecimento do câncer.

A professora Milena conta que vários tipos de câncer são ligados à genética e destaca as síndromes de predisposição ao câncer hereditário que podem aumentar o risco de ocorrência. “Tumores mais frequentes como de mama e intestino possuem de 5% a 10% de chances de ser causados por alterações genéticas.”

O processo de investigação envolve uma equipe de aconselhamento genético com médico geneticista, residentes e enfermeiros. Eles analisam uma história clínica, pessoal, familiar e física. São realizados exames como o sequenciamento genético de um gene específico. Além deste, há os painéis de genes que investigam vários genes. “Antes a visão era de que apenas um gene alterado poderia estar relacionado à doença, mas mais de dez tipos de genes podem causar câncer de mama”, conta a professora Milena.

Como prevenção, o professor Ferraz cita exames como a colonoscopia a partir dos 50 anos para descobrir tumor intestinal. “Mas para aqueles que têm a síndrome Lynch, de predisposição ao câncer, os exames devem acontecer com mais frequência e precocemente.”

Em média, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) já foram atendidas cerca de 700 a 800 famílias encaminhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para aconselhamento genético, conclui o professor Ferraz.

 

Por Giovanna Grepi

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