A importância das pesquisas com células-tronco

A professora Lygia da Veiga Pereira (foto) do Instituto de Biociências da USP, e chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias e integrante do Centro de Terapia Celular da USP Ribeirão Preto fala essa semana sobre a evolução das pesquisas com células-tronco

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Fundamentais para o desenvolvimento de importantes pesquisas no Brasil e no mundo voltadas ao tratamento e até à cura de diversas doenças, as células-tronco serão o tema do USP Analisa desta semana. O programa entrevista a professora Lygia da Veiga Pereira do Instituto de Biociências da USP, e chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias e integrante do Centro de Terapia Celular da USP Ribeirão Preto.

Segundo ela, as células-tronco são células especiais, com capacidade quase infinita de se multiplicar e que podem também se transformar em células especializadas, como neurônios, células do fígado ou mesmo músculo cardíaco. “A gente classifica as células-tronco entre dois grupos principais: as adultas e as embrionárias. As adultas estão presentes no indivíduo após o nascimento, então o sangue do cordão umbilical do recém-nascido também entra nessa categoria de adulta, apesar de estar num recém-nascido. Já as células-tronco embrionárias são um grande curinga. Elas conseguem se transformar em qualquer tipo de célula do nosso corpo, dependendo do estímulo que receber. A essa versatilidade tão grande damos o nome de pluripotência”, explica.

Por ter a capacidade de se transformar em qualquer tipo celular, as células-tronco embrionárias têm sido largamente utilizadas para pesquisas. Elas são retiradas de embriões com cinco dias de desenvolvimento, fruto de fertilizações in vitro. Para a pesquisadora, o estudo da capacidade da célula se dividir e se organizar para dar origem a um ser vivo pode ser a chave para a cura de diversas doenças e até mesmo o fim da fila para transplantes.

“Ao entender como uma célula consegue virar fígado, quem sabe os cientistas consigam fazer um medicamento que faça as células do próprio paciente começarem a se multiplicar e ele regenerar aquele órgão, por exemplo? Tem muita coisa de ciência básica que a gente pode aprender com essas células que um dia pode ser traduzida em uma terapia que nem envolva uma célula, que envolva, por exemplo, um medicamento ou uma pequena molécula”, diz ela.

Por: Thais Cardoso

 

 

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