Ribeirão Preto inaugura Centro para Documentação da Biodiversidade

Além do Centro, também foram apresentadas as melhorias na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto

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O Centro para Documentação da Biodiversidade é um espaço multiusuário para a geração, edição e impressão de imagens de pequenos organismos – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

No dia 19 de dezembro, foram realizadas as cerimônias de inauguração do Centro para Documentação da Biodiversidade, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP), e das melhorias de infraestrutura da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFRP).

O Centro para Documentação da Biodiversidade é um espaço multiusuário para a geração, edição e impressão de imagens de organismos para fins de pesquisa, extensão e ensino. O professor Flávio Alicino Bockmann, coordenador do Centro, apresentou o Nano/Micro CT-Scan, equipamento de tomografia computadorizada com precisão de registrar imagens em escala nanométrica como, por exemplo, pequenos insetos.

“O Nano/Micro CT-Scan é um dos poucos do Estado de São Paulo e será fundamental para a conservação de informações obtidas a partir de coleções biológicas com foco particular em dados morfológicos extraídos de espécimes depositados nos acervos e, assim, estabelecendo padrões internacionais de conservação e disponibilização desse material”, explicou Bockmann.

O Nano/Micro CT-Scan é um equipamento de tomografia computadorizada com precisão de registrar imagens em escala nanométrica – Foto Marcos Santos/USP Imagens

Para o professor Fernando Luis Medina Mantelatto – coordenador do projeto Core-Facility para Conservação de Documentação Científica: Coleções Biológicas e Pesquisa de Alta Tecnologia em Morfologia Comparada, que possibilitou a aquisição do equipamento – “é possível efetuar um estudo detalhado através do organismo, incluindo a navegação virtual por seu interior. As imagens 2D, segundo ele, são integradas para gerar uma reconstrução 3D de alta definição e as variações na densidade completam a reconstrução da estrutura interna do espécime”.

O diretor da FFCLRP, Pietro Ciancaglini, ressaltou que “o investimento no Centro foi de aproximadamente R$ 1,6 milhão, obtido por várias fontes e sem empregar os recursos orçamentários da Universidade. Foi um projeto em que o coletivo conseguiu com êxito, buscando recursos extraorçamentários e esse é um exemplo de iniciativa que deve ser usado com mais frequência para fomentar a pesquisa e incrementar cada vez mais nossos laboratórios”.

Novos prédios na FCFRP

No mesmo dia, o reitor visitou a Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) e participou da cerimônia que inaugurou as novas melhorias nas instalações da Unidade.

Foram inaugurados a sala de reuniões da Diretoria; a copa e refeitório no bloco A; o Laboratório Multiusuário do Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas; a área acadêmica da Faculdade; o elevador de carga do bloco S; e o parque dos contêineres. Também foram entregues os desfibriladores externos automáticos (DEA); as reformas do Laboratório Didático no 1º andar do bloco M, do Anfiteatro V e passarela dos anfiteatros, e dos blocos B e C; além da ampliação de laboratórios de pesquisa e áreas comuns do bloco N e dos blocos J e S.

A diretora Maria Vitória Lopes Badra Bentley apresentou as melhorias inauguradas na FCFRP e as principais realizações de seu mandato – Foto Marcos Santos/USP Imagens

“São várias obras, cuja realização exigiu muito trabalho conjunto, perseverança e determinação. Exigiu muito planejamento financeiro e esforços para adquirir recursos. Foi um constante estrategismo, que demandou uma execução orçamentária séria e ousada. Exploramos todas as possibilidades de uso de verbas, equilibrando recursos orçamentários, recursos da Reitoria e de Reserva Técnica Institucional. Os resultados que apresento hoje são frutos de um trabalho em equipe, que merece todo o meu respeito e consideração”, afirmou a diretora Maria Vitória Lopes Badra Bentley.

O reitor Marco Antonio Zago agradeceu o apoio de todos os diretores do campus de Ribeirão Preto que, segundo ele, “sempre foi um local para o debate franco em que os dirigentes atuam como um grupo organizado que discute em prol do bem comum e também de apoio às ações da Reitoria. Esse campus teve uma grande expansão nos últimos anos e é atualmente o segundo maior campus da USP, posição que precisa ser consolidada. Devemos cuidar da credibilidade conquistada”.

Zago, que encerra seu mandato no dia 24 de janeiro, lembrou as principais ações de sua gestão como o reconquista do equilíbrio financeiro; a eleição direta dos diretores e presidentes de Comissão; a criação da Controladoria e dos Parâmetros de Sustentabilidade; a modernização dos processos de modificação curricular; a criação dos cursos de Biotecnologia, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), e de Medicina, em Bauru; a ampliação da inclusão social; e a pacificação da Universidade.

“A Universidade é um local de cogitação, de pensamento, de discussão com fundamentação acadêmica. Nosso papel é desenvolver projetos para aqueles que governarão o País, levar propostas, mas não podemos permitir que as disputas sejam trazidas para dentro da Universidade, não devemos ser um local de disputa ideológica e partidária”, defendeu o reitor.

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