Resolução de conflitos é tema de conferência internacional na USP

O evento aconteceu paralelamente ao Fórum Econômico Mundial e foi organizado pelo Centro de Resolução de Conflitos da USP

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Os professores da Faculdade de Direito, Luiz Olavo Baptista (ao microfone) e Maristela Basso, e o presidente da Câmara de Comércio Internacional de Paris, Alexis Mourre, durante a palestra que discutiu o impacto e a evolução da resolução de conflitos – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A resolução de conflitos no início da Quarta Revolução Industrial foi o tema da conferência Blockchain ADR Revealed, que aconteceu na manhã de hoje, 14 de março, no Auditório István Jancsó, no complexo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, em São Paulo.

Organizada pelo Centro de Resolução de Conflitos (CRC) da USP, em parceria com a Universidade de Miami, a Universidade Estadual da Califórnia e o Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia (Cest) da Escola Politécnica (Poli), a conferência reuniu convidados brasileiros e estrangeiros de diversas áreas para abordar temas como arbitragem internacional, tecnologia da blockchain e como ela pode oferecer soluções e auxiliar na resolução de conflitos na eminente Quarta Revolução Industrial, marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas.

Entre os especialistas que participaram do evento estavam a diretora do Instituto Internacional de Arbitragem da Universidade de Miami, Marike Paulsson; o professor da Universidade Estadual da Califórnia, Brian Jarrett; e a sócia diretora da Deloitte, Marcia Ogawa.

“Iniciativas como essas são uma excelente maneira de internacionalizar nossas atividades. A resolução de conflitos é, sem dúvida, um assunto importantíssimo e um dos nossos maiores desafios neste século”, afirmou o reitor Vahan Agopyan, na abertura da conferência.

O CRC é um programa do Instituto Global de Estudos sobre a Paz (GLIP, sigla em inglês para Global Institute for Peace Studies), núcleo de apoio à cultura e à extensão (Nace) da USP. “Essa conferência é uma oportunidade para analisarmos como as novas tecnologias afetam a sociedade hoje e como elas nos afetarão no futuro. É fundamental que as novas tecnologias, em vez de serem temidas, sejam avaliadas de forma transparente e incorporadas pela sociedade, que não pode permanecer alheia às mudanças”, explica o coordenador do CRC, Gerson Damiani.

O evento também foi uma oportunidade para o reitor anunciar a criação da nova cátedra de Estudos da Paz e Resolução de Conflitos, ligada à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. A cátedra é uma homenagem à imperatriz Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias, esposa de D. Pedro II, conhecida como “a mãe dos brasileiros” e admirada por ter sido uma grande defensora da paz. O primeiro titular da cátedra será o professor emérito da Faculdade de Direito (FD) e representante do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) por mais de uma década, Luiz Olavo Baptista.

Fórum Econômico Mundial

A conferência aconteceu paralelamente ao Fórum Econômico Mundial para a América Latina, que tem a Quarta Revolução Industrial como um de seus principais temas e ocorre em São Paulo até o dia 15 de março. No mesmo dia do evento na USP, à tarde, o reitor Vahan Agopyan foi um dos debatedores do painel do Fórum intitulado “Pesquisa e Desenvolvimento: Feito na América Latina”, ao lado do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab; da gerente-geral para a América Latina da IBM, Ana Paula Assis; e do pesquisador de inteligência artificial, Martin Palazzo.

O reitor Vahan Agopyan (o primeiro da dir. p/esq.) foi um dos debatedores do painel “Pesquisa e Desenvolvimento: Feito na América Latina”, no Fórum Econômico Mundial – Foto: Ascom/MCTIC
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