USP realiza campanha de conscientização sobre abandono de animais no campus

Com o fim de ano chegando, aumenta o número de animais abandonados nas ruas, pois muitas pessoas viajam neste período de e, ao invés de deixarem os seus animais de estimação sob os cuidados de alguém, os largam nas ruas. Na cidade de São Paulo, as ruas e avenidas da Cidade Universitária, em São Paulo, são um dos locais em que o abandono de animais também acontece.

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Com o fim de ano chegando, aumenta o número de animais abandonados nas ruas, pois muitas pessoas viajam neste período de férias e, ao invés de deixarem os seus animais de estimação sob os cuidados de alguém, os largam nas ruas. Na cidade de São Paulo, as ruas e avenidas da Cidade Universitária, são um dos locais em que o abandono de animais também acontece.

Por esse motivo, a Comissão Coordenadora do Programa USP Convive realiza, neste mês de dezembro, uma campanha de conscientização sobre o abandono de animais no campus, colocando faixas alusivas ao tema (foto) nas três entradas principais da Universidade – portaria 1, 2 e 3. Segundo levantamento feito pela Comissão, o número de animais abandonados na Cidade Universitária aumenta quatro vezes em dezembro, de cinco para 21, em média.

“Neste período, encontramos não são só vira-latas, mas também muitos cachorros de raça, como poodle e até rottweiler”, afirma uma integrantes da Comissão e funcionária da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Elizabeth Rabóczkay, responsável pelo trabalho de recolher os animais pelo campus e tratamento dos bichinhos.

Os membros da Comissão foram designados em 2007, através da portaria nº 2 de 28/03/2007, pelo então prefeito do campus, Adilson Carvalho, embora atue desde a gestão do reitor Jacques Marcovitch (1997 a 2001), com o intuito de solucionar ou minimizar o problema do abandono de cães e gatos domésticos no campus.

A USP segue o decreto nº 48.269 da prefeitura da cidade de São Paulo, no qual diz ser “proibido abandonar animais em vias e logradouros públicos e privados, sob pena de multa no valor de R$ 500”. Por isso, a Guarda Universitária da USP é orientada a chamar a polícia e registrar um boletim de ocorrência quando presenciarem pessoas abandonando os animais.

O trabalho dos integrantes da Comissão do Programa USP Convive consiste no recolhimento dos animais abandonados pelo campus, que são tratados e encaminhados ao canil (que também funciona como gatil), localizado dentro da Coordenadoria do Campus da Capital (Cocesp) – espaço criado para abrigar provisoriamente os animais enquanto esperam ser encaminhados para a adoção.

Segundo o presidente da Comissão do Programa, Tibor Rabóczkay, professor do Instituto de Química, este canil não pode ser visto como um local para ‘depositar’ os animais, pois o trabalho da Comissão não tem como meta manter o cuidado definitivo deles, mas sim promover melhores condições de vida aos animais abandonados, para que possam ser adotados.

“Não temos como acomodar mais animais neste local”, afirma Rabóczkay, que como todos os outros integrantes da Comissão, atua como voluntário no Programa. Ele só lamenta que, apesar de ser voluntário, o trabalho, muitas vezes, não é reconhecido. “Muitos membros da Comissão já receberam insultos, porque muitos não entendem que não temos como abrigar todos os animais abandonados no campus”, esclarece. Antes da prefeitura do campus, atual Cocesp, ajudar na construção do canil e com os recursos para a compra de rações consumidas pelos animais, o professor afirma que as despesas eram todas custeadas e divididas entre os voluntários.

O Abandono de animais domésticos no campus traz vários riscos:
-Maus tratos por causas humanas ou naturais,
-Aquisição de hábitos selvagens e agressivos;
-Infestação por carrapatos, vírus e outros agentes nocivos;
-Ameaça à saúde e à integridade física das pessoas;
-Desequilíbrio da fauna silvestre local.

Fonte: Grupo de Controle de Animais Abandonados no campus da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”

Desde a criação do Programa USP Convive, já foram doados cerca de dois mil animais, entre cachorros e gatos, todos vacinados, vermifugados e castrados, com o apoio da Organização Não-Governamental (ONG) Patinhas Online. Além disso, já foi realizada mais de 450 castrações de cães de moradores do Jardim São Remo, ao lado da USP.

A Comissão, junto com a Cocesp, tem a ideia de instalar uma Central de monitoramento de animais no campus, assim como fez a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que serviria para levantar a quantidade de animais abandonados e encaminhá-los para adoção. Esta Central seria formada por uma equipe de funcionários da Cocesp, com a ajuda de voluntários de diversas Unidades da USP (alunos, professores, funcionários) e de Instituições de proteção aos animais, como as ONGs.

Mais informações e dúvidas sobre a campanha de prevenção do abandono de animais, podem ser obtidas e esclarecidas com o presidente do programa USP Convive, professor Tibor Rabóczkay, pelo telefone: (11)3091-3889 ou por e-mail trabocka@iq.usp.br

No campus de Piracicaba da USP, há um Grupo de Controle de Animais Abandonados, que faz um trabalho semelhante ao do Programa USP Convive. Mais informações pelo site do Grupo, por e-mail: gcaa@esalq.usp.br ou através do telefone (19)3429-4349/4596, com Lia.

(Fotos: Ernani Coimbra)

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