USP e Universidade de Tóquio assinam convênio em fórum internacional

Foi em 1908, a bordo do navio Kasato Maru, que o primeiro grupo de imigrantes japoneses chegou ao Brasil. Pouco a pouco, gerações de isseis (nascidos no Japão) fincaram raízes entre os trópicos e seus descendentes representam hoje no país mais de 326 mil pessoas, segundo informações do Consulado Geral do Japão. É uma longa história de contribuições culturais entre os povos dos dois países. E, com este espírito de cooperação, a USP firmou, no último dia 11 de novembro, uma nova parceria de intercâmbio.

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O reitor da Universidade de Tóquio, Junichi Hamada, e o reitor João Grandino Rodas assinam convênio

Foi em 1908, a bordo do navio Kasato Maru, que o primeiro grupo de imigrantes japoneses chegou ao Brasil. Pouco a pouco, gerações de isseis (nascidos no Japão) fincaram raízes entre os trópicos e seus descendentes representam hoje no país mais de 326 mil pessoas, segundo informações do Consulado Geral do Japão. É uma longa história de contribuições culturais entre os povos dos dois países. E, com este espírito de cooperação, a USP firmou, no último dia 11 de novembro, uma nova parceria de intercâmbio.

A solenidade se deu durante o Fórum da Universidade de Tóquio (UTokyo), no Teatro da Faculdade de Medicina, com participação dos reitores da USP, João Grandino Rodas, e da UTokyo, Junichi Hamada. Para a oficialização dos programas de cooperação e parcerias entre as universidades, os representantes assinaram o acordo geral e um convênio acadêmico, que prevê a mobilidade de alunos de graduação e pós-graduação das duas instituições.

“A parceria visa aumentar a cooperação entre as universidades, não somente em cursos das ciências ‘duras’, como física e engenharia, mas também nas humanidades”, contou Hamada, que vê a colaboração acadêmica como base para uma colaboração mais ampla em âmbito internacional. Esta cooperação, para ele, “certamente irá guiar um entendimento mútuo entre pessoas dos dois países”. Na mesma linha, o reitor da USP destacou a colaboração como uma das maneiras de se enfrentar os desafios da atualidade para as nações.

Noriteru Fukushima, cônsul-geral do Japão no Brasil, também participou da solenidade. O diplomata ressaltou que este é um momento histórico para os dois países, afinal, duas das maiores universidades, com reconhecimento internacional, firmam uma parceria. Lembrou também, que a comunidade nipo-brasileira já está na USP: mais de 8% dos docentes e 12% dos alunos têm ascendência japonesa.

Mobilidade

Celso Lafer, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), assinou um memorando para o incentivar o envio de pesquisadores ao país. O ex-ministro das Relações Exteriores ressaltou que o órgão de fomento já apoia diversos tratados de colaborações com o Japão, devido aos seus altos investimentos em pesquisa, além da qualidade acadêmica.

Em março deste ano, a Fapesp organizou o Simpósio Japão-Brasil sobre Colaboração Científica, realizado na Universidade Rikkyo, na capital japonesa, com apresentações voltadas à promoção da ciência e estímulo para a cooperação de cientistas dos dois países em projetos futuros.

“Já houve colaboração entre a UTokyo e a USP antes, mas hoje oficializamos com este memorando os acordos de intercâmbio, tendo em vista aumentar o número de intercambistas e ter mais estudantes e pesquisadores brasileiros que se interessem em estudar no Japão”, anunciou Hamada. Foi discutida, ainda, a possibilidade da abertura de escritórios das universidades nos dois países.

Fórum

A assinatura dos convênios marcou a abertura do Fórum da UTokyo, que teve como objetivo a divulgação de pesquisas e contribuições acadêmicas da instituição. O evento elege, tradicionalmente, universidades de comprovada excelência acadêmica para abrigar o evento. Em 2013, USP foi escolhida para sediar o fórum em conjunto com a Pontifícia Universidade Católica do Chile e Universidade do Chile.

É a primeira vez que o fórum acontece na América do Sul, mas apesar da distância, “Japão e Brasil têm estreitos laços”, como lembrou o reitor japonês, e já era hora do país sediar o evento que traz como tema principal “Global Emergence of Frontier Knowledge” (Emergência Global da Fronteira do Conhecimento, em tradução livre).

O encontro apresentou oportunidades para a comunidade universitária de entrar em contato com pesquisadores renomados da UTokyo, além de conhecer trabalhos de inovacão nas áreas de engenharia, tecnologia, saúde e humanidades a partir de palestras magnas, em inglês, gratuitas e abertas ao público.

(Com informações do USP Online / Foto: Ernani Coimbra)

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