USP assina contrato para obra do Parque Tecnológico de Ribeirão Preto

Em evento realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), na tarde do dia 21 de maio, aconteceu a assinatura do contrato para início das obras do Parque Tecnológico de Ribeirão de Preto entre a Superintendência do Espaço Físico, representando a USP, e a empresa Sistemas, vencedora do edital de licitação que foi lançado em fevereiro deste ano.

Em evento realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), na tarde do dia 21 de maio, aconteceu a assinatura do contrato para início das obras do Parque Tecnológico de Ribeirão de Preto entre a Superintendência do Espaço Físico, representando a USP, e a empresa Sistemas, vencedora do edital de licitação que foi lançado em fevereiro deste ano.

Autoridades presentes na cerimônia de assinatura: (esq. p/ dir.) o prefeito do campus de Ribeirão Preto, José Moacir Marin; o diretor da FMRP, Benedito Carlos Maciel; o secretário municipal de Governo de Ribeirão Preto, Jamil Lopes de Albuquerque; o reitor João Grandino Rodas; o pró-reitor de Pesquisa, Marco Antonio Zago; o superintendente do Espaço Físico, Antonio Marcos de Aguirra Massola; e o diretor da empresa Sistemas, Antônio de Sousa Nicolelis

O diretor da FMRP, Benedito Carlos Maciel – que também é o atual presidente do Conselho Gestor do campus de Ribeirão Preto – comemorou a assinatura deste contrato. “É um momento de enorme satisfação. Porque o funcionamento deste Parque Tecnológico vai reverter de forma significativa para a USP e também para [a cidade de] Ribeirão Preto”.

O pró-reitor de Pesquisa, Marco Antonio Zago, lembrou que os recursos investidos – estão previstos um total de R$ 11,2 milhões – serão divididos entre a USP e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, com o apoio da Prefeitura Municipal, que será a responsável pela infraestrutura de acesso, água, esgoto e outros serviços públicos. “Este contrato pode servir de modelo para outras iniciativas que a USP vier a fazer”, disse destacando depois também a cooperação e empenho dos diretores das Unidades [de ensino e pesquisa] instaladas no campus de Ribeirão Preto para resolver as questões jurídicas e pendentes do processo de implantação do Parque.

Para exemplificar os benefícios em pesquisa e inovação que a instalação do Parque Tecnológico pode trazer, a funcionária da Agência USP de Inovação do Polo Ribeirão/Bauru, Flávia Oliveira do Prado, expôs e entregou ao reitor João Grandino Rodas o produto regederm. Este produto, indicado para regeneração da pele após grandes queimaduras, foi desenvolvido por uma empresa incubada dentro do campus e, com a ajuda da Agência, é o primeiro que foi licenciado neste Polo. Flávia aproveitou a ocasião ainda para citar ainda que no Parque está previsto a instalação de mais 80 vagas para empresas de incubação e “proporcionará desenvolvimento socioeconômico para o município e região”.

O superintendente do Espaço Físico, Antonio Marcos de Aguirra Massola, relatou que a licitação para esta obra foi uma da mais rápidas já realizadas pela USP e que espera voltar ao campus de Ribeirão Preto daqui há um ano – o prazo para a execução total das obras, contando a partir do início da mesma – além de contar com o apoio da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto para o seu andamento.

Em continuidade à fala de Massola, o reitor João Grandino Rodas ressaltou que a Procuradoria-Geral da Universidade está ajudando no andamento e aceleração dos processos de licitação. “Esta assinatura para a construção das instalações representa uma atitude de mudança da Universidade, que não pode deixar de olhar para as empresas privadas e os benefícios em desenvolvimento tecnológico e científico que a parceria com elas pode trazer. A Universidade está cedendo o seu espaço para chegar no futuro”, finalizou.

Áreas de saúde e biotecnologia

Para o Parque Tecnológico de Ribeirão Preto está previsto a construção de dois blocos de edifícios, correspondentes ao Centro de Desenvolvimento e Inovação Aplicada em Equipamentos Médico-Hospitalares e Odontológicos (Cedima) e à Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Supera). Ele será instalado em um terreno de 300 mil m² dentro do campus da USP – que compreende uma área total de 5 milhões de m², no bairro Monte Alegre.

A vocação deste Parque é direcionada a equipamentos médico-hospitalares, biotecnologia, fármacos, cosméticos, bioenergia e tecnologia da informação e comunicação (TIC). Entre os objetivos da iniciativa estão o fortalecimento da indústria local de equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos (EMHO); a atração de empresas e o estímulo ao surgimento de start ups, na área de Biotecnologia; o fortalecimento das indústrias locais e outras relacionadas às áreas de pesquisa das universidades e institutos da região; o incentivo para a criação de novas empresas de base tecnológica; o fornecimento de soluções científicas e tecnológicas nas áreas de Saúde, Biotecnologia e TIC e promoção do crescimento do setor produtivo local e do desenvolvimento econômico regional.

Além do núcleo administrativo, centro empresarial, escola de formação tecnológica, laboratórios da USP e de outras universidades da região, o Parque contará com três espaços prioritários. Entre eles: Centro de Desenvolvimento e Inovação Aplicada em Equipamentos Médico-Hospitalares e Odontológicos (Cedina) – oferecerá infraestrutura, serviços técnicos, tecnológicos e de capacitação específicos para áreas de equipamentos médico-hospitalares (incluindo certificação), biotecnologia, fármacos, medicamentos e cosméticos, o que o torna único no Brasil.

A Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Supera) visa à criação, desenvolvimento e aprimoramento de micro e pequenas empresas de base tecnológica, desde a prospecção de projetos até a graduação de negócios. A incubadora recebeu da Anprotec o prêmio pelo Melhor Projeto de Promoção da Cultura do Empreendedorismo Inovador de 2007 e o prêmio de Melhor Incubadora do Sudeste em 2010.

(Foto: Ernani Coimbra)

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