USP aparece como primeira colocada em ranking ibero-americano

Divulgado no final de maio, o ranking ibero-americano do SCImago Institutions Ranking (SIR) traz a USP como primeira colocada na produtividade em pesquisa (número de trabalhos publicados) entre os países da América Latina.

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Divulgado no final de maio, o ranking ibero-americano do SCImago Institutions Ranking (SIR) traz a USP como primeira colocada na produtividade em pesquisa (número de trabalhos publicados) entre os países da América Latina, mais Portugal, Espanha e Caribe. Já no ranking mundial, divulgado no ano passado, a Universidade aparece como 19ª colocada.

Para o pró-reitor de Pós-Graduação da USP, Vahan Agopyan, as ótimas colocações são resultado de um trabalho de longo prazo de priorizar a produção de conhecimento e defender a ideia de que a USP é uma universidade de pesquisa. “Temos um posicionamento bem claro no sentido de não apenas divulgar o conhecimento, mas também desenvolvê-lo.”

A esta tradição na preocupação com a excelência em pesquisa, o pró-reitor de Pesquisa da USP, Marco Antonio Zago, acrescenta “um sistema de fomento forte e competitivo”, implementado no Estado de São Paulo desde a década de 1970.

Além disso, Agopyan destaca a prática da meritocracia difundida na cultura da instituição. “Procuramos sempre valorizar o mérito, a capacidade e a competência. Estes são os critérios de progressão, por exemplo, na carreira acadêmica”, explica.

O pró-reitor de Pós-Graduação destaca, porém, que a produtividade é apenas uma mensuração e as boas colocações em ranking são uma consequência do trabalho, não devendo ser vistas como fins em si. “O fim é a qualidade, que as nossas pesquisas tenham de fato repercussão na sociedade. E o ranking é um reconhecimento, não o objetivo final.”

Mais que quantidade, a qualidade deve ser a meta também na opinião de Zago. “Essa excelente classificação refere-se apenas ao número de publicações, o que de certa forma é influenciado pelo tamanho da USP. A Pró-Reitoria de Pesquisa está tomando medidas para manter esta produção elevada, mas estamos também dedicando muita atenção à necessidade de melhorar nossa qualidade”, ressalva.

Ações
Para manter os bons resultados e melhorar os demais, Agopyan afirma que todas as Pró-Reitorias estão empenhadas em ações. “Na Pró-Reitoria de Pós-Graduação, por exemplo, temos utilizado instrumentos de auto-avaliação, promovido cada vez mais a internacionalização e tomado medidas mais pró-ativas junto aos programas, ajudando-os a apoiar a mobilidade de professores e alunos”, conta.

Já a Pró-Reitoria de Pesquisa, segundo Marco Antonio Zago, está envolvida em estimular e dar apoio aos docentes que solicitem financiamento de agências, em especial da Fapesp, onde “os projetos são submetidos a um processo de revisão por pares bastante exigente e competitivo, uma garantia de qualidade. Assim, estamos oferecendo um estímulo de R$ 10 mil a todos os docentes admitidos na USP desde o início de 2008, desde que submetam um pedido de auxílio à pesquisa à Fapesp”.

Os índices
O relatório ibero-americano avaliou as atividades de pesquisa de 607 universidades das regiões abrangidas entre 2003 e 2008, e inclui os seguinte indicadores: produtividade (número de artigos publicados segundo a base de dados Scopus/Elsevier); colaboração internacional (publicação em parceria com universidades de outros países), índice de qualidade científica (índice de citações recebidas pelos trabalhos comparativamente à média mundial); e índice de publicações entre as 25% melhores revistas do mundo (“Best Journals”).

Na produtividade científica, que foi o critério utilizado para o ranqueamento, a USP aparece com quase 38 mil publicações no período, mais que o dobro da segunda colocada, a Universidade Nacional Autônoma do México, com 17 mil. Outras instituições brasileiras bem colocadas são a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 3º lugar, com cerca de 15 mil artigos no período; a Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp), em 6o lugar; e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 7º lugar, com aproximadamente 12 mil artigos publicados cada.

Já o relatório mundial apresenta um ranking com mais de 2000 organizações e instituições de pesquisa de todo o mundo (84 países de todos os continentes), agrupadas nos seguintes setores: Governo, Educação Superior, Saúde, Empresas e Outros.

Na sua construção, foram avaliados cinco indicadores de desempenho em pesquisa, com destaque para produtividade no período de 2003 a 2007 (que foi critério de ordenação no ranking); colaboração internacional; e impacto (média de citações recebidas por trabalho publicado pela instituição). Completam os indicadores uma média do peso das publicações onde os trabalhos foram divulgados; e a relação entre o índice de impacto da instituição e a média de impacto das publicações mundiais, considerando o mesmo período e a mesma área do conhecimento.

Nos anos avaliados, pesquisadores da USP publicaram mais de 30.500 artigos científicos, colocando-a à frente das Universidades da Califórnia, da Pensilvânia, de Stanford, e do MIT, no Estados Unidos; e das Universidades de Osaka, no Japão, de Zhejiang, na China, e de Londres, na Inglaterra.

Confira os relatórios completos no site do SCImago.

(Luiza Caires /USP Online)

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