Universidade realiza segunda fase do Programa de Incentivo à Pesquisa

Recursos da ordem de R$ 146 milhões estão sendo investidos no programa. Trata-se do maior investimento já feito por uma instituição brasileira de ensino superior em um projeto desse gênero.

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Recursos da ordem de R$ 146 milhões estão sendo investidos em programa desenvolvido pela Universidade, que entra em sua segunda fase neste ano

Estão abertas, até o dia 25 de março, as inscrições para grupos de pesquisas participarem da seleção para o Programa de Incentivo à Pesquisa da Reitoria, coordenado pela Pró-Reitoria de Pesquisa, na qual serão escolhidos até 60 grupos para formarem Núcleos de Apoio à Pesquisa (NAPs). Essa é a segunda fase do programa, criado no ano passado e no qual estão sendo investidos, no total, recursos da ordem de R$ 146 milhões, proveniente do orçamento da própria Universidade.

Trata-se do maior investimento já feito por uma instituição brasileira de ensino superior em um projeto desse gênero. O principal objetivo é o de selecionar projetos inovadores que promovam maior interação entre áreas do conhecimento e que permitam a reorganização da produção científica da Universidade, buscando aumentar o impacto das atividades de pesquisa no cenário internacional e fortalecer a relação com a sociedade.

“Inobstante a importância do financiamento da pesquisa feito por agências de fomento, como a Fapesp, é importante que a Universidade dedique parte de seu orçamento para o mesmo fim. Com isso, faz jus à importância da pesquisa bem como possibilita que linhas de pesquisa muitas vezes não contempladas pelas referidas agências possam ser atendidas. Além disso, a verdadeira internacionalização somente se dará quando a Universidade participar efetiva e continuadamente de pesquisas de ponta internacionais. Dessa forma, todo o esforço para aumentar a pesquisa de qualidade deve ser feito”, destaca o reitor João Grandino Rodas.

Esta segunda fase apoiará até 35 grupos de pesquisa dentro da categoria demanda espontânea e até 25 dentro da demanda induzida, contemplada em 13 áreas de reconhecido interesse para a sociedade, mas que estiveram menos representadas na primeira fase. Dentro de cada categoria serão consideradas duas classes de propostas: 34 de grupos consolidados – grupos de pesquisa organizados que demonstrem financiamento de agências de fomento – e 26 de não consolidados – não organizados ou sem histórico de financiamentos prévios expressivos, mas com proposta que ofereçam perspectivas inovadoras.

Cada núcleo selecionado receberá verba de até R$ 1,4 milhão por grupo consolidado e, de até R$ 900 mil, por não consolidado. Os recursos financeiros a serem concedidos deverão ser aplicados no período de 2012 a 2014.

Sucesso na primeira fase

Na primeira fase do programa, realizada em 2011, foram selecionadas 43 propostas, entre 122 inscritas, para formar os NAPs. Atuando em redes interdisciplinares de pesquisa, mais de 754 docentes e cerca de 80% das Unidades de Ensino e Pesquisa, Institutos Especializados, Museus e outros Órgãos da Universidade estão envolvidos no programa. Cada núcleo receberá verba que pode chegar até R$ 2 milhões e deverá desenvolver o projeto em até dez anos.

Além disso, recebe pessoal de apoio – foram distribuídos 43 cargos adicionais para os grupos aprovados nesta primeira fase – bolsas para doutorado “sanduíche” no exterior e recursos para vinda de pesquisadores estrangeiros.

“O Programa teve muito impacto e grande visibilidade interna e externa, pois representa a valorização da pesquisa pela Universidade. A interdisciplinaridade permitiu a remodelação da forma de fazer pesquisa e a melhoria dos procedimentos para contratação de material e pessoal para atuar nos grupos que formam os núcleos”, avalia o pró-reitor de Pesquisa, Marco Antonio Zago.

Catalisadores

A mudança de paradigmas na pesquisa proporcionados pelo programa, com a flexibilização e agilidade nas atividades dos NAPs, também foi um dos aspectos ressaltados pelo coordenador do Núcleo Centro de Instrumentação em Tecnologias Interativas, Marcelo Knorich Zuffo. “Esse tipo de movimento só vemos normalmente em universidades de primeiro mundo”, compara Zuffo.

O pesquisador considera que os recursos oriundos do programa vão servir como “catalisadores” para as pesquisas da Universidade. Segundo ele, após a criação do seu núcleo surgiram oportunidades de parceria com universidades do exterior e com órgãos do governo, empresas e indústrias.

Ideia em consonância com a expectativa do pró-reitor de que, com os NAPs, as pesquisas realizadas ganhem maior abrangência dentro da Universidade e fora dela, não estando limitadas a um único grupo de pesquisa de um departamento ou de uma Unidade específica. “A interação de competências complementares permite o fortalecimento dos resultados obtidos, equiparando à USP com as melhores do mundo e aumentando suas classificações nos rankings internacionais”, afirma Zago.

Para a coordenadora do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África, Marina de Mello e Souza, uma questão a ser destacada é a autonomia que o núcleo tem para escolher como desenvolver as suas atividades de pesquisa. O grupo de pesquisa que formou o NAP coordenado por Marina é novo na Universidade e serve de exemplo para mostrar como o programa está servindo de estímulo à atividade de pesquisa. “É um privilégio poder participar desse projeto. Todos os pró-graduandos e os bolsistas estão muito animados com as novidades e oportunidades que ele possibilita”, diz Marina.

A possibilidade de “trabalhar integralmente” é um diferencial para o coordenador do Núcleo Geodinâmica de Bacias Sedimentares e Implicações para o Potencial Exploratório (petróleo, gás natural e água subterrânea), Wilson Teixeira. O núcleo resultou da união de grupos de pesquisa existentes em quatro Unidades e que não trabalhavam juntos anteriormente: Instituto de Geociências, Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas; Instituto Oceanográfico e Escola de Artes, Ciências e Humanidades.

“Nosso foco foi juntar os grupos para dar mais eficiência ao trabalho, concentrando as discussões da pesquisa em um só núcleo, de uma forma integrada, como está acontecendo agora”, revela Teixeira.

O edital de seleção para a segunda fase do Programa de Apoio à Pesquisa da Reitoria e a relação dos 43 NAPs selecionados na primeira fase está disponível na página do site da Pró-Reitoria de Pesquisa.

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