Programa de gestão de água e energia da USP apresenta ações

A Superintendência do Espaço Físico da USP realizou uma reunião do Programa permanente para o uso eficiente dos recursos hídricos e energéticos (PUERHE), no dia 1º de dezembro, para mostrar o que a Universidade está fazendo para ser mais sustentável na utilização destes dois recursos, com a presença da secretária-adjunta de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Monica Ferreira do Amaral Porto, que é docente da Poli.

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Criado pela Portaria GR-6.632, de 4/3/2015, o Programa Permanente para o Uso Eficiente dos Recursos Hídricos e Energéticos na USP, que unificou os trabalhos já realizados pelas equipes dos programas PURA e PURE, tem o intuito de implantar um conjunto de medidas que visam incentivar e promover a gestão do uso da água e da energia elétrica em todas as instalações da Universidade por meio de ações de caráter tecnológico e comportamental

A Superintendência do Espaço Físico (SEF) da USP realizou uma reunião do Programa, no dia 1º de dezembro, para mostrar o que a Universidade está fazendo para ser mais sustentável na utilização destes dois recursos.

Para participar da reunião, no prédio da Administração Central, a SEF convidou os assistentes administrativos e responsáveis pela área de manutenção das Unidades e Órgãos da Cidade Universitária, localizados no Campus da USP Capital e, por videoconferência, também participaram os funcionários da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), dos campi de Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos.

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Além de apresentar as ações que o programa já vem realizando, a reunião teve o intuito de conscientizar a comunidade USP sobre o assunto

Na abertura do evento, o vice-reitor Vahan Agoyan destacou a importância da gestão dos recursos hídricos e energéticos. “Sustentabilidade se faz praticando. Não é questão de modismo” e citou que, para evitar gastos e o uso de combustíveis fósseis, a reunião foi transmitida via videoconferência.

Apresentações

A secretária-adjunta de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Monica Ferreira do Amaral Porto, participou da reunião para contar as ações do Governo para enfrentar a maior crise hídrica do Estado e as lições aprendidas com a questão. Inicialmente, Monica ressaltou que sempre pesquisou na USP assuntos relacionados com a gestão integrada de recursos hídricos e a qualidade da água, na qual é docente do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica (EP).

Monica reforçou aos presentes que, atualmente, pela questão da seca e também pela complexidade do abastecimento na região metropolitana de São Paulo com cerca de 20 milhões de habitantes, o que gera maior demanda, é preciso pensar e utilizar todas as alternativas energéticas possíveis.

“É extremamente necessário tratar os recursos naturais com racionalidade. A população colaborou com isso durante os períodos críticos de seca e hoje temos praticamente 80% dos consumidores da região metropolitana com algum nível de economia e, deste valor, 60% da população teve uma redução do consumo maior que 20%”.  Porém, a secretária-adjunta alertou que a “redução não pode ser só em casa, mas também no ambiente de trabalho”, por isso a importância de iniciativas de instituições do tamanho da USP. “Temos a obrigação de agir no microcosmo, na nossa casa, e no macrocosmo, no trabalho também”.

O superintendente de Gestão Ambiental, Marcelo de Andrade Roméro, apresentou o que vem fazendo na área de água e energia, através das discussões dos Grupos de Trabalho da Superintendência que tiveram o papel de elaborar as Políticas de Diretrizes Ambientais da USP, com a participação de cerca de 250 docentes e funcionários da Universidade, que estabeleceu o que fazer em cada área dos grupos. E, que agora estão debatendo os desenvolvimentos dos planos de gestão ambiental, que diz como fazer e tratar a questão em toda a USP, cujo prazo para conclusão é junho de 2016. Depois disso, a terceira etapa é como resolver as questões localmente.

Ações

O gestor do Programa, José Aquiles Baesso, que também é professor do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Poli, salientou que a gestão dos recursos hídricos e energéticos na Universidade é complexa, não só pelo tamanho da Universidade – de 76.437.742 m² de área territorial – mas pela diversidade dos campi da USP, pois alguns estão no ambiente urbano e outros no rural – como Piracicaba e Pirassununga.

O professor citou as ações que a Universidade vem desenvolvendo, desde os programas PURA e PURE, para ser mais eficiente na gestão hídrica e energética. Para economizar água são realizadas vistorias para prevenção e correção de vazamentos imediatamente após a detecção, monitoramento de consumo de água das unidades e seus edifícios; instalação de modelos de torneiras e vasos sanitários economizadores; manutenção e regulagem periódicas de equipamentos sanitários.

PUERHE - cartaz como economizar
Cartaz da campanha de conscientização da comunidade USP

Na área de energia são feitas reformas de sistemas de iluminação visando ao uso de lâmpadas econômicas e luminárias de alta eficiência, campanhas para desligamento de iluminação e condicionamento de ar em horários em que não são utilizados; gestão de contratos e faturas buscando encontrar a melhor relação custo/benefício junto às concessionárias de energia; sistema de monitoramento online do consumo de energia no campus da Capital (em implantação); e elaboração de novas especificações que seguem padrões de eficiência energética.

Baesso disse que o programa pretende definir padrões de construções eficientes, tornando as construções mais inteligentes, preocupandose desde a escolha dos materiais da parede, por exemplo, passando pela iluminação etc. No início do PUERHE, a equipe fez um diagnóstico geral sobre os sistemas de abastecimento e, depois, foi realizada a caracterização dos hábitos e a racionalização das atividades. “Fazer uma gestão compartilhada da gestão dos recursos de água e de energia, com todos os Órgãos e Unidades da Universidade e com todos os docentes, funcionários, alunos”, é a ideia do professor, que também destaca a necessidade da gestão comportamental com campanhas educativas, folhetos de comunicação, através de reuniões e treinamentos da comunidade USP.

Para viabilizar algumas ideias, o Programa estabeleceu parcerias com outros setores da USP. Para ampliação da oferta de água, a associação é com o Centro de Pesquisa de Águas Subterrâneas (Cepas) do Instituto de Geociências, para reativação dos poços artesianos existentes na Cidade Universitária, e com o Centro Internacional de Referência em Reúso de Água (CIRRA) da Poli, para estudo de coleta e uso de água de chuva.

Com órgãos externos, o programa está realizando com a AES Eletropaulo o estudo do processo de modernização da subestação localizada na Cidade Universitária. Segundo Baesso, uma questão a ser analisada detalhadamente é a compra desta subestação, o que reduziria em cerca de 20% o consumo de energia, pois a USP seria a responsável pela produção.

Outra parceria é com a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) para realizar a expansão da rede de gás natural para uso, por exemplo, do aquecimento no inverno das piscinas do Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp) – o que é uma necessidade não só para a comunidade USP, mas também porque o local receberá três delegações internacionais que participará das Olimpíadas do Rio, em 2016, em agosto.

Poços artesianos

Para explicar sobre a parceria com o Cepas, a professora do IGc, Veridiana Teixeira de Souza Martins, mostrou que há sete poços artesianos desativados na Cidade Universitária, dos quais quatro estão em estudo para reativação; os custos desde a construção – que pode ser de R$ 30 mil até R$ 300 mil, dependendo da profundidade, tipo de rocha, diâmetro, material utilizado – até a manutenção. Segundo Veridiana, um item positivo é que provavelmente as águas subterrâneas da USP têm boa qualidade, pois pela localização estão menos vulneráveis à contaminação.

Para finalizar, o superintendente do Espaço Físico, Osvaldo Shigueru Nakao, ressaltou a importância de todos da comunidade USP colaborarem com a campanha, tanto na economia de água e de energia, quanto na divulgação para os seus colegas de trabalho e estudo. “É preciso tentar unir os esforços para que a USP se torne cada vez mais sustentável”.

Mais informações sobre o Programa podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-3108, por email puerhe@usp.br ou pela página do Programa.

(Foto: Cecília Bastos)

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