Programa da Pró-Reitoria de Pesquisa aproxima estudantes do ensino público da USP

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A pró-reitora de Pesquisa, Mayana Zatz (de blusa vermelha), e grupo de alunos que participa do Programa de Pré-Iniciação Científica (Crédito da foto: Ernani Coimbra)

A pró-reitora de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), Mayana Zatz, apresentou à imprensa, no dia 19 de maio, os resultados alcançados no primeiro ciclo de realização do Programa de Pré-Iniciação Científica da USP, que se iniciou em outubro do ano passado e envolve 163 projetos de pesquisa, 55 escolas públicas, 65 professores dessas escolas e 151 docentes da USP. Participam do projeto 400 alunos de escolas públicas do 1º e 2º anos do ensino médio, de cidades onde existem campi da USP (Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, São Carlos e São Paulo), com bom aproveitamento escolar e com idade entre 15 e 18 anos.

No início, a pró-reitora, que também é coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano, local em que foi realizada a apresentação, aproveitou para contar a história desse Centro, os avanços obtidos através dos seus estudos e os projetos para o futuro. Depois, falou sobre o Programa de Pré-Iniciação Científica da USP, projeto que abre as portas da USP aos alunos do ensino público, em uma iniciativa inédita da Pró-Reitoria de Pesquisa, feita em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, com o apoio do Santander. Para Mayana, a importância do Programa é “plantar uma sementinha que vai ser germinada no futuro, pois os alunos são contaminados com os ‘vírus’ da curiosidade para sempre, eles percebem que quando se envolvem com as pesquisas aprendem também; isto faz com que deixem de achar que a USP é inacessível a eles”. 

Durante as atividades semanais de oito horas do Programa, os alunos participam de pesquisas de docentes da graduação da USP, passam a conhecer o funcionamento da universidade e acabam se integrando com os universitários. “Depois deste projeto, agora a USP não é mais um sonho impossível para mim, conheci uma estudante de letras que também fez escola pública, e se ela conseguiu, eu também posso conseguir”, afirma a estudante Marina Santos, de 15 anos, de São Paulo.No evento, compareceram os alunos de escolas de Piracicaba, São Carlos e São Paulo, participantes do programa nas áreas de biológicas, exatas e humanas, respectivamente. As alunas das escolas de Piracicaba fizeram uma apresentação e mostraram o projeto feito com partes da folha da palmeira, sob a orientação do professor da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ), José Nivaldo Garcia. Segundo o professor Maurício Cleto, da Escola Catharina Casale Padovani, localizada em Piracicaba, o programa está encorajando os alunos a se organizarem para participar em outras iniciativas do gênero, como do Encontro Nacional de Iniciação Científica (ENIC), que será promovido em 2010, pela Universidade Metodista de Piracicaba. Esse resultado também pode ser visto em outras escolas, como destacam as professoras da escola de São Paulo, Jane Faria e Joyce Stampini: “Os alunos participantes despertam o desejo dos outros a participarem também e isso acaba ajudando no aprendizado dentro da sala de aula, além de aumentar a autoestima deles”. O coordenador geral do Programa, Pedro Bombonato, docente da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), adianta que, em outubro, será realizado um Simpósio

em São Paulo com os estudantes da primeira turma, para divulgar todas as pesquisas realizadas.

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